As Cruzadas

Crusados

As cruzadas

No começo do século XI tiveram início as cruzadas que, além da intenção de expulsar os muçulmanos da Terra Santa, tiveram outros propósitos. Um deles, incentivado pela Igreja, era o de desviar os bandos armados que atemorizavam a população, ligados ou não a algum senhor feudal, para um objetivo mais nobre.

A outra finalidade era econômica das Cruzadas

Ao passo que a Igreja e a nobreza viam nas cruzadas a possibilidade de enriquecimento pelas pilhagens, as repúblicas marítimas italianas vislumbravam vantagens comerciais. Os venezianos, com sua poderosa frota naval, forneceram o transporte (pago, é claro!) até a Terra Santa.

O que os muçulmanos pensam das Cruzadas

Pergunte a um muçulmano o que foram as Cruzadas e você escutará uma versão muito diferente da difundida no Ocidente. Os cruzados eram brutos arrebanhados na Europa pela Igreja com promessa de voltarem para casa ricos. A verdade é que a Igreja sempre fechou aos olhos a saques, assassinatos e estupros ou até incentivavam esses atos criminosos já que esses nobres cavalheiros estavam indo libertar a Terra Santa… Mas, de santos ou de libertadores, os Cruzados não tinham nada.

Uma curiosidade

Quando George Bush mandou invadir o Iraque (os iraquinos não tiveram nada a ver com o ataque terrorista de 11 de setembro, praticado pelo Talibã, mas tinham petróleo…) possuía aliados muçulmanos, inimigos de Saddan Hussein. Quando Bush falou de “uma grande cruzada pra libertar o iraque” os seus aliados islâmicos se entreolharam. Êita falta de sensibilidade política desse gringo!

Os reflexos das cruzadas

As cruzadas e seus reflexos

As cruzadas tiveram reflexos importantíssimos na Itália em razão da intensificação do comércio marítimo no Mediterrâneo. A circulação de mercadorias e riquezas provocou profundas mudanças na sociedade medieval e o surgimento de uma nova classe, a burguesia (os “habitantes dos burgos”).

O desenvolvimento da vida urbana

Os primitivos burgos medievais, aglomerações de casas próximas às sedes dos feudos, transformavam-se em ricas cidades, cada vez menos dependentes dos senhores feudais, que acabaram desenvolvendo uma estrutura de produção própria, baseada nas corporações.

As coorporações professionais

Para trabalhar numa cidade era necessário ser membro da corporação de sua categoria, não se admitindo ninguém de fora fazendo concorrência aos padeiros, ferreiros ou sapateiros locais. Os habitantes dos burgos eram chamados de “burgueses”, uma conotação bem diferente da atual. Ser “burguês” naquela época era ser padeiro, ferreiro ou carpinteiro, tendo para ajudá-lo um aprendiz. Não um homem rico ou de hábitos refinados.

Até hoje, ao examinar um mapa detalhado da Itália, veem-se dezenas de cidades que levam o nome de “burgo” (borgo,em italiano): Borgo Giuliano, Borgo San Giovanni etc. Uma herança dos tempos medievais!

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