Arredores de Évora
Marvão, no Alentejo, Portugal
rredors de Évora, Marvão

Um centro urbano muito antigo

Évora, no alto de uma pequena colina, uma das mais encantadoras cidades portuguesas, é classificada como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. Centro urbano antigo, a capital alentejana sofreu influências de múltiplos invasores. Os romanos construíram muralhas, vilas, termas e templos. Depois a cidade caiu na mão dos visigodos e foi posteriormente ocupada pelos mouros. Repare no traçado irregular do bairro da Mouraria, bem típico das medinas.

Mapa de Évora e arredores

Como ir a Évora 

Carro

De Lisboa para Évora são 132 km; quase todo o trajeto é feito pela autoestrada A6. Há certa diculdade para estacionar em Évora. Estacionar de graça, só fora das muralhas. No centro histórico há estacionamentos pagos. Tenha consigo moedas. Procure garantir um número de horas suficientes para não precisar interromper sua visita a uma atração ou engolir afobadamente o almoço e sair correndo para colocar mais moedas no parquímetro.

Ônibus

Há conexões diretas a partir de Lisboa pela Rede Nacional de Expressos (tempo de viagem: 1h45). A estação rodoviária fica fora da cidade; você terá que tomar um táxi até o centro.

Trem

Diversos trens partem da estação Entrecampos em Lisboa para Évora (tempo de viagem: 1h30). A estação ferroviária da capital alentejana fica ao sul da cidade, fora das muralhas. Será preciso tomar um táxi para chegar ao centro histórico. <comp./> www.cp.pt

Hospedagem

A melhor localização para se hospedar é nas imediações de Praça do Giraldo, o centro de Évora.

Escolha e reserve seu hotel em Évora

Melhor época

Os meses menos quentes. O inverno em Portugal, em quase todo o país, não é rigoroso, mas o verão pode ser bastante quente.

Atrações turísticas em Évora

Vista do alto, Évora tem o estranho aspecto de uma teia de aranha, devido à disposição de suas ruas. O centro da cidade é a Praça do Giraldo. Instalando-se no centro histórico, você poderá visitar quase tudo a pé.

Recuperada dos mouros por Dom Afonso Henriques, Évora se tornou uma cidade cristã que, durante a Idade Média, foi uma das mais prósperas de Portugal. Foi em Évora que Dom Afonso, o herdeiro de Dom João II, casou-se com a princesa Isabel, filha dos Reis Católicos, um expediente destinado a normalizar as relações com a Espanha. No século XV a cidade tornou-se um importante centro cultural conduzido pelos jesuítas. Por outro lado, com a presença dos padres e a influência espanhola, instalou-se em Évora um Tribunal da Inquisição, extinto pelo Marquês de Pombal em 1759, quando ele também decretou o fim do ensino ministrado pelos religiosos. Esse foi um dos erros atribuídos à administração pombalina: não conseguir montar uma estrutura leiga capaz de substituir o ensino ministrado pelos jesuítas.

Com o fechamento da sua universidade, Évora perdeu importância e passou por um período de decadência. Hoje, é um dos principais polos turísticos portugueses.

End. Lgo. do Marquês de Marialva. A Sé de Évora, construída entre os século XII e XIII em estilo românico, é a maior de Portugal. Tem, como outras igrejas desse período, o aspecto de um fortim. Reformas introduziram elementos góticos à sua arquitetura. É o caso do portal da fachada gótica, enfeitada com figuras de santos. Suas torres possuem a curiosa característica de serem diferentes uma da outra.O interior, bem decorado, contrasta bastante com a severidade das linhas externas do templo. O coro, por exemplo, é barroco, combinando mármores rosados e azuis. Repare no portal renascentista do transpto do lado esquerdo, todo em branco com motivos florais. Já a capela-mor, barroca, é decorada com mármores de diversas origens. Na torre da catedral funciona um pequeno museu de arte sacra. Sua peça mais interessante é a Virgem do século XIII, esculpida em marfim. Seu manto se abre sobre delicadas miniaturas entalhadas.

Praça do Giraldo

É a referência principal do centro de Évora. A praça, rodeada de construções de fachadas neoclássicas em arcadas, tem em sua parte norte uma fonte de mármore do século XVIII. Nessa praça foi executado o duque de Bragança, cunhado de Dom João II, acusado de conspiração.

Museu de Évora

End. Lgo. Mário Chico. Instalado num belo palácio do século XVI, o museu possui aproximadamente 20 mil peças, divididas em seções de arqueologia, escultura, pinturas flamengas e portuguesas. A extinção das ordens religiosas também ajudou a enriquecer as coleções do museu para onde foram transferidas peças de cerâmica, ourivesaria, mobiliário e tapeçarias acumuladas nos conventos.
Museu de Évora

Templo Romano de Diana

End.  Lgo. do Conde Vila-Flor. Embora seja conhecido como templo de Diana, hoje a maioria dos arqueólogos acredita que ele foi construído para homenagear o imperador Augusto no século I. Apesar de em ruínas, o conjunto impressiona. Catorze colunas de granito ainda se mantêm em pé e várias delas conservam seus capitéis coríntios.

Mosteiro dos Loios

End. Lgo. do Conde Vila-Flor <end./> 266 730 070. É preciso lembrar que esse encantador mosteiro do século XV em estilo gótico-manuelino é um hotel de charme pertencente às Pousadas de Portugal. Se quiser visitá-lo por dentro, solicite autorização na portaria, tome um café ou drinque no seu bar ou, melhor ainda, se puder, almoce ou jante no restaurante da pousada, que funciona sob as arcadas do claustro central.

Igreja de São Francisco

End Pça. 1º de Maio. A enorme igreja de arquitetura gótico-manuelina, construída entre 1480 e 1510, possui várias capelas, com o interior em diferentes estilos, do gótico ao rococó. Porém, o que mais atrai os visitantes é a impressionante Capela dos Ossos, construída com crânios e tíbias doados (ainda em vida, é claro!) por monges e leigos para que todos se lembrassem de quanto a vida humana é efêmera. Na entrada da capela pode-se ler a sinistra inscrição: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.

Largo da Porta da Moura

End. É a mais interessante praça de Évora, com sua fonte renascentista e uma curiosa esfera manuelina de pedra. Repare nas belas construções, como a Casa Cordovil, em estilo mourisco.

Aqueduto da Água de Prata

 Sua construção começou em 1531. Originalmente, levava água até a fonte da Praça do Giraldo. A melhor visão do aqueduto, do qual subsistem 9 km, tem-se da rua Cândido dos Reis, na parte noroeste da cidade.

Antiga Universidade

End. Lgo. dos Colegiais, 2.A universidade do século XVI, fechada em 1759, só foi reaberta em 1973. O interior do prédio, muito bem conservado, permite entrever o claustro e as salas de aula. Os painéis azulejados na parede de cada sala têm como tema a disciplina que era ali ensinada. O prédio abriga uma instituição de ensino e não é exatamente uma atração turística aberta à visitação. Comportamento discreto e silencioso é recomendado.

Atrações turísticas nos arredores de Évora

Arraiolos

End. A 23 km de Évora pela N 370. 3.500 hab. A graciosa cidadezinha é conhecida por seus tapetes cuja técnica de tecelagem passa de pais para filhos há muitas gerações. Você os verá na ornamentação dos mais elegantes palácios e hotéis em Portugal. A cidade é também conhecida por seu castelo, no alto de uma colina, com uma vista privilegiada da região. Visite a pousada que funciona no antigo convento de Nossa Senhora da Assunção: sua igreja revestida de azulejos é espetacular.

Montemor-o-Novo

End. A 30 km de Évora pela N 114, direção Montemor-o-Novo, até a aldeia de Gadelupes. 10.000 hab. É uma cidadezinha típica alentejana, simpática, mas sem nada de especial, exceto as ruínas de seu castelo do século XII no topo de uma colina. Vale a pena dar uma olhada se for seu caminho.

Cromeleque dos Almendres

End. A 13 km de Évora pela N 114, direção Montemor-o-Novo, até a aldeia de Gadelupes. Este impressionante conjunto de dezenas de monolitos pré-históricos, provavelmente de 4.000 a.C. ou até antes, é o “Stonehenge” português. Os grandes menires estão em pé, formando um desenho de forma oval. Em cada um deles você verá inscrições rupestres cujo significado ainda não é conhecido. Peça um mapinha no escritório de turismo e solicite explicação de como chegar, já que o sítio arqueológico fica em plena zona rural, em uma fazenda. O passeio em si é agradável e uma oportunidade de conhecer os campos alentejanos.

Anta do Zambujeiro

A 500 m do povoado de Valverde. Além do nome engraçado, a Anta do Zambujeiro tem em comum com o Cromeleque dos Alendres o fato de ser um importantíssimo vestígio da Pré-história. Durante cerca de 3.000 anos, esse dólmen ou anta (monumento fúnebre coletivo, feito em pedra) passou despercebido, encoberto por terra. Trazido à luz no século XX, revelou ser uma preciosa fonte de peças arqueológicas e informações sobre os primeiros habitantes da região. Apesar de a anta não estar tão bem cuidada como merece, visitá-la é um experiência emocionante. Construída com imensos blocos de pedra, certamente com grande dispêndio de tempo e esforço físico por parte de muitos, ela revela o respeito do homem pelos mortos e a força do culto aos antepassados desde os mais primitivos tempos.

Redondo

 A 37 km de Évora, em direção a Vila Viçosa. A aldeia possui um velho castelo em ruínas, uma igreja barroca decorada com azulejos e um pequeno museu do vinho. Vale dar uma paradinha somente en passant, se você estiver indo para Elvas.

Monsaraz

A 55 km a leste de Évora, em direção à fronteira espanhola. Monsaraz é quase um museu vivo. A cidade-fortaleza reconquistada aos mouros em 1167 parece esquecida no tempo. Conserva uma homogeneidade arquitetônica ímpar, com casas imaculadamente brancas. Situada em uma colina junto ao rio Guadiana, teve importância estratégica. Hoje seu castelo no pico da colina parece vigiar a fronteira espanhola, como se algo mais preocupante pudesse vir da outra margem do rio além de ônibus lotados de turistas espanhóis.

O acesso à cidade se dá pela Porta da Vila. Ao entrar você irá se deparar com duas vias paralelas que cortam o burgo: a rua de Santiago e a rua Direita. Esta, ladeada por belas mansões dos séculos XVI e XVII, conduzem ao castelo do século XIII cuja construção foi iniciada por Dom Afonso III. Do alto das muralhas a vista do vale abaixo é sensacional. Acidade abriga ainda um pequeno museu de arte sacra e uma igreja gótica do século XIV. Reserve pelo menos uma tarde inteira para visitá-la ou mesmo um dia inteiro. Aproveite sua visita a Monsaraz para dar uma paradinha em Mourão, 9 km ao sul. A cidade, caracterizada por pequenas casinhas brancas, com enormes e curiosas chaminés, possui um castelo do século XIV. A caminho você atravessará o maior lago artificial europeu, a barragem de Alqueva. Fora dos muros na ida ou na volta para Évora dê uma paradinha para conhecer o Menir do Outeiro, a 10 km da cidade e o sítio megalítico de Xarez de Baixo (4 km, em direção a Reguengos) erguido provavelmente em 4.000. a.C.

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