A Itália na Segunda Guerra

Tanque americano na Segunda Guerra

A Itália na Segunda Guerra

Rejeitado pelas potências democráticas, Mussolini aproximou-se da Alemanha nazista de Hitler (com a qual tinha mais afinidades ideológicas, diga-se de passagem) e, em 1940, entrou na guerra ao lado dos alemães.

Os partigiani

A corajosa luta da Resistência Francesa teve seu equivalente na Itália durante a Segunda Guerra. Os partigiani italianos, homens e mulheres, de diversas tendências políticas, unidos contra o nazifascismo, enfrentaram dificuldades ainda maiores que os resistentes na França. Esses lutavam contra o invasor estrangeiro e tinham a simpatia da quase totalidade de seu povo (que, na medida do possível, lhes dava abrigo), enquanto os partigiani lutavam contra o regime de seu próprio país, que tinha, ao menos inicialmente, apoio popular. Ser antifascista soava antipatriótico ou, pior, comunista, como no Brasil da ditadura militar (“Itália, ame-a ou deixe-a”), e houve duros embates entre os próprios italianos. Só depois que o país foi ocupado pelos alemães os partigiani ganharam a simpatia da maior parte da população.

Mapa da Itália

Os pracinhas brasileiros

Durante a Segunda Guerra Mundial foi para a Itália que os nossos pracinhas seguiram, depois que Getúlio Vargas finalmente optou por apoiar os aliados. Os soldados brasileiros desembarcaram na Campânia para participar do esforço de guerra dos Estados Unidos e ali mesmo começaram os problemas. De início, não tinham equipamentos e fardas adequadas ao frio; depois, o transporte de tropas prometido pelos norte-americanos não deu as caras, e nossos soldados, de mochila nas costas, tiveram que caminhar por trinta quilômetros até o local onde se juntariam ao exército aliado. Desarmados, foram inicialmente confundidos com prisioneiros alemães, até que os norte-americanos perceberam que aquela tropa, formada não só por brancos, mas também por mestiços e negros, não era exatamente um exemplo de exército ariano. (“Take a look, Joe, aren’t those the guys who came from Buenos Aires?…”)

Treinamento militar superficial

 O treinamento militar que receberam foi superficial, mas, mesmo assim, nossos pracinhas não fizeram feio. A FAB, Força Aérea Brasileira, também participou da guerra. Nosso grupo de aviação de caça, com 22 pilotos, executou cerca de sessenta missões de combate direto, sem direito a licença, diferentemente dos norte-americanos que, após 35 missões, podiam tirar alguns dias de folga.

Os combates nos Apeninos

Em 16 de setembro de 1944, os pracinhas partiram para seu primeiro combate em Monte Bastione, nos Apeninos, e mais tarde, para batalhas importantes, como as de Monte Castello, Montese, Castelnuovo e Fornovo, suportando temperaturas bem abaixo de zero. Mulheres brasileiras também se alistaram como enfermeiras. No total, aproximadamente 25 mil brasileiros participaram da guerra na Itália, sendo que mais de 400 de nossos soldados perderam a vida por lá e foram enterrados em Pistoia, perto de Florença. Só muitos anos depois seus restos mortais foram trazidos para o Brasil.

O início do fim

O início do fim de tudo isso começou quando Hitler teev a insensatez de invadir a União Soviética, criando um segundo front a leste, mas sendo detidos pelos russos em Stalingrado. Pouco depois os Estados Unidos entraram também na guerra. Isso ajudou a desequilibrar ainda mais a situação para a Alemanha, a Itália e o Japão, as potências do Eixo. A Itália, mais fraca foi a primeira a cair.

Mussolini tenta escapar e é capturado e enforcado

Após meses de combates, bombardeios e mortes, os aliados dominaram o norte da Itália. Mussolini tentou fugir para a Suíça, mas foi pego no caminho e executado pelos partigiani (guerrilheiros antifascistas) com sua amante, Clara Petacci, em 28 de abril de 1945. No dia seguinte, seus corpos foram expostos na Piazzale Loreto, em Milão. Poucos dias depois, em 8 de maio, acabaria enfim a guerra.

Dicas de filmes sobre a Segunda Guerra na Itália

Carissimi f… amici, La Notte di San Lorenzo, Massacre in Roma e La vita è bella são excelentes filmes que retratam, sob diferentes ângulos, as agruras vividas pelos italianos durante a Segunda Guerra Mundial. Quem ainda não assistiu a eles deve ir correndo para a locadora!

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