A ditadura militar Argentina

Madres Plaza de Mayo

 

A ditadura militar argentina

Com a morte de Perón em 1974, Isabelita assumiu a presidência. Dizem que a História se repete como uma farsa: suas aparições na sacada da Casa Rosada em Buenos Aires não fizeram o mesmo sucesso daquelas de Evita… Sem apoio popular, chefiando um governo corrupto, e sem um décimo do carisma de Evita, ela não conseguiu governar por muito tempo; foi derrubada em 1976, quando blindados do exército desfilaram pela Av. 9 de Julio.
Como aconteceu no Brasil no golpe de abril de 1964, os militares não tomaram o poder sozinhos contra tudo e contra todos. Foram apoiados pelo empresariado, por interesses ligados aos grandes capitais internacionais, pelos Estados Unidos, e também por boa parte da classe média, preocupada com a instabilidade institucional em que o país se encontrava. Mas, como disse um dos ministros de Isabelita em uma entrevista: “Cada vez que os militares assumem o poder na Argentina não resolvem coisa alguma e só agravam os problemas”.

Um regime sanguinário que durou até 1983

Reassumindo o poder, os militares impuseram ao país uma ditadura sangrenta que durou até 1983. O resultado foi o crescimento da dívida externa, o sucateamento do parque industrial argentino e a queda do poder aquisitivo da maior parte da população.
Impossibilitadas de se manifestar livremente, a oposição peronista e a esquerda partiram para a luta armada reprimida por um verdadeiro terror de Estado. Começara a “Guerra Suja”. Pessoas inocentes eram seqüestradas nas ruas de Buenos Aires somente porque tinham sido vistas com alguém suspeito (ou por menos que isso…) e desapareciam nos quartéis e nas sedes da polícia política.

A guerra suja

Todas as atrocidades nesse período eram baseadas na idéia de que “guerra é guerra”; qualquer barbaridade poderia ser justificada. No que se refere às violações de direitos humanos, a ditadura militar argentina foi muito pior do que a brasileira, mesmo durante o governo Médici, e comparável apenas ao regime de Pinochet no Chile. Além disso, ocorreu um verdadeiro loteamento do Estado argentino; a alta oficialidade da ditadura e os grupos ideológicos que os apoiaram dividiram a nação entre si, do tipo, “nós mandamos nisto, vocês naquilo”. A cidade de Salta, por exemplo, a centenas de quilômetros do mar, ficou para a Marinha… Sobrou até para os aliados: um membro da Opus Dei ficou com o Ministério da Justiça. Funcionando como uma verdadeira máfia, os mandatários da ditadura não somente se apossaram dos bens dos “desaparecidos”, mas também realizaram um verdadeiro tráfico de bebês, filhos de presos políticos.

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