A Argentina e os conflitos do Prata

Guerra del Brasil

La Guerra del Brasil

A Argentina e os conflitos do Prata: entre 1825 e 1828, Brasil e Argentina se envolveram numa disputa (chamada na Argentina de Guerra del Brasil) pela Província Cisplatina, o atual Uruguai, anexado por Dom Pedro I ao Brasil. Quando setores uruguaios, comandados por Lavalleja e apoiados pelos argentinos, proclamaram a independência da região e sua união às Provincias Unidas del Río de la Plata, o império brasileiro declarou guerra à Argentina. Argentinos e uruguaios, comandados por Carlos Alvear (tem até hotel em Buenos Aires com esse sobrenome famoso) entraram em combate com as tropas brasileiras conseguindo, graças à sua cavalaria, muito mais numerosa do que a nossa, levar a melhor nas batalhas de Sarandi e Passo do Rosário e ocupar parte do Rio Grande do Sul. Com problemas sérios em outras regiões do Brasil, Dom Pedro I, que no começo não tomara a sério o levante uruguaio, resolveu enviar a esquadra brasileira para bloquear o porto de Buenos Aires, controlando o Rio de la Plata.

O fim da guerra e a independência do Uruguai

O conflito arrastou-se, por terra e por mar, tendo as forças brasileiras derrotado uruguaios e argentinos em 1827 na Batalha de Monte Santiago, sem entretanto vencer a guerra. Com o impasse, o enorme custo material e humano para ambos os países, que acabavam de conquistar sua independência, e a pressão da Inglaterra, cujos interesses comerciais estavam sendo prejudicados pela guerra, chegou-se a um acordo mediado por britânicos e franceses. A Argentina não conseguiu anexar o território disputado, mas o Brasil perdeu sua Província Cisplatina, que se tornou a República Oriental do Uruguai, uma nação independente.

Juan Manuel Rosas

Acabado o conflito, os federalistas, mais organizados, tomaram o poder na Argentina; Juan Manuel de Rosas, que assumiu o governo de Buenos Aires em 1829, conseguiu implantar – ainda que “na marra” e com derramamento de sangue – um regime centralizado que consolidou a cidade como principal centro político, econômico e cultural do país. Quando Rosas aliou-se ao político uruguaio Manuel Oribe, do Partido Blanco, o imperador brasileiro Dom Pedro I encarou o fato como uma nova tentativa de unir o Uruguai à Argentina. Outra guerra começava.

O Império do Brasil se alia aos unitaristas argentinos

Disposto a enfrentar a dupla, o império brasileiro aliou-se aos unitaristas argentinos liderados por Justo José de Urquiza e aos oposicionistas uruguaios, inimigos de Oribe. Após vencer este último, os brasileiros e seus aliados concentraram-se em Rosas, derrotado em 1852 na Batalha de Monte Caseros, perto de Buenos Aires. O ex-ditador conseguiu escapar para a Europa a bordo de um navio inglês.

A Guerra do Paraguai, o conflito mais sangrento

O conflito seguinte que envolveu a Argentina em 1864 foi o mais sangrento da história latino-americana. Agora aliada ao Brasil e ao Uruguai, entrou em guerra contra o Paraguai, na época o mais desenvolvido país da América do Sul, governado pelo ditador Solano López, decidido a manter sua nação fora da influência da Inglaterra, algo que os britânicos não conseguiam engolir. Como as intenções do ditador paraguaio de estender sua influência sobre o Uruguai também não coincidiam com os interesses brasileiros e argentinos, iniciou-se uma guerra que ceifaria milhares de vidas e transformaria o Paraguai em um dos mais pobres países do continente. Seu custo material e humano também foi alto para Brasil, Argentina e Uruguai. Os verdadeiros vitoriosos foram os ingleses que, além de acabar com aquele “mau exemplo”, encheram os bolsos vendendo armas e equipamentos às tropas em guerra. Embora quase todos os conflitos, golpes de estado ou revoluções na América do Sul tiveram, em escala maior ou menor, por “trás dos panos”, uma mãozinha inglesa e, posteriormente, norte-americana, neste caso havia interesses regionais do Brasil, da Argentina e do Paraguai em choque. Além disso, os ingleses temiam que uma guerra na região prejudicasse a navegação e seus interesses comerciais.

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