Vinhos argentinos

Vinhos argentinos: a quinta produção mundial

Por Chico Spagnuolo
Chico Spagnuolo, colaborador dos guias GTB, é um advogado apaixonado por vinhos e viagens.

Aproximadamente 70% dos vinhos argentinos provêm da região de Mendoza, mas há também ótimos tintos em La Rioja e San Juan e brancos de qualidade em Cafayate, na província de Salta.

As uvas mais utilizadas para os tintos são Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Malbec. Nos últimos quinze ou vinte anos, os vinhos feitos com esta última variedade tornaram-se tão bons que se transformam em símbolo da vinicultura argentina.

Já dentre os brancos predominam as uvas Chardonnay e Sauvignon Blanc, bem como a Torrontés, menos conhecida dos brasileiros, cultivada em Cafayate e Mendoza.

Mapa de Mendoza, principal região produtora de vinhos na Argentina

As uvas que desapareceram na Europa e só existem agora na Argentina

O curioso é que todas essas uvas são originárias da Europa, mas algumas praticamente desapareceram em seus países de origem, e só existem na Argentina. A uva Torrontes, de sabor e aroma bem particulares, pode não agradar a todos, mas tem seus apreciadores (nosostros, por ejemplo…). Suas cepas trazidas da Espanha desapareceram do território espanhol. A Malbec, proveniente da França, hoje só é cultivada na região de Cahors, no sudoeste; sua produção é apenas local e tão inexpressiva que muitos franceses acham que ela nem existe mais no país.

Argentina, quinto produtor mundial de vinhos

A Argentina é hoje o 5º maior produtor mundial de vinhos. Além de importantes exportadores da bebida, os argentinos são também grandes consumidores: bebem 40 litros per capita por ano, enquanto a média  brasileira não alcança 2 litros anuais. (Os franceses, os maiores consumidores mundiais, bebem 60 litros per capita a cada ano!)

Apesar de a Argentina produzir vinhos finos desde 1860, foi a partir dos anos 1980, devido à mudança de mentalidade dos produtores locais, aliada à vinda de produtores estrangeiros, que o produto argentino ganhou fama internacional.

O Malbec

A Argentina cultiva diversas variedades de vinhas, mas pode-se dizer que a uva emblemática do país é a tinta malbec, que produz vinhos aromáticos, frutados e macios. São também características as varietais torrontés (branca) e a bonarda (tinta), bem como as tintas cabernet sauvignon, merlot, syrah, pinot noir, barbera e tempranillo, além das uvas brancas chardonnay, sauvignon blanc e chenin blanc.

Na região de Mendoza (no oeste do país) em razão do tipo de solo, da grande insolação e da amplitude térmica, ideais para a viticultura, são produzidos os melhores vinhos argentinos. Suas vinícolas, que podem ser visitadas, têm infra-estrutura adequada para receber turistas. Dentre os mais expressivos produtores, podemos citar Terraza de Los Andes, Leôncio Arizu (Luigi Bosca), Catena Zapata, Alto las Hormigas, Valentin Bianchi, Salentein, Norton, Finca Flichman, Trapiche e Etchart. As safras nos últimos 10 anos foram ótimas na região de Mendoza.

É barato tomar vinho na Argentina. Mesmo nos restaurantes, uma garrafa sai por metade do preço do mesmo vinho comprado em uma loja aqui no Brasil. Portanto, ouse pagar um pouco mais e experimente os Terrazas de los Andes ou um Luigi Bosca. Custam aproximadamente US$ 18, os mais simples.

Em Buenos Aires há muitas casas que vendem vinho e acessórios para seu serviço. Não deixe de conhecê-las e de trazer algumas garrafas para o Brasil. E viva Baco!!!

Mendoza: a terra dos vinhos

Quando se ouve falar em Mendoza, a primeira coisa que vem à cabeça são seus vinhos, cada vez mais famosos depois que a uva Malbec passou a ocupar seu merecido lugar entre as preferidas dos enólogos. Aliás, a própria Prefeitura de Mendoza anuncia com uma ponta de orgulho: 70% dos vinhos argentinos saem das vinícolas locais.

Vinhos e Bodegas

Nem todo mundo é ligado em vinho, mas cada vez mais brasileiros (como os autores deste guia e quase todos da equipe GTB…) engrossam as legiões dos apreciadores. Se você faz parte desse time, obviamente irá aproveitar sua estada em Mendoza para visitar bodegas (vinícolas) da região e provar alguns dos melhores vinhos da América ou, quem sabe, do mundo.

Há diversas vinícolas que podem ser visitadas, com degustação de vinhos, passeio pelas instalações e, muitas vezes, almoço. Boa parte das bodegas fica no Departamento de Maipú, a 11 km de Mendoza. Elas podem ser visitadas por conta própria, de carro ou táxi, ou tomando uma excursão. De modo geral, as agências situadas na Av. Las Heras são sérias, mas por “excesso de zelo” você pode solicitar uma indicada pelo escritório oficial de turismo ou, se for por conta própria, escolher uma das que listamos mais abaixo e pedir na recepção de seu hotel para confirmarem horários e agendarem uma visita. Algumas bodegas mantêm restaurantes e umas poucas possuem acomodações para hóspedes. Se degustar bons vinhos é uma das razões de sua viagem, organize-se e procure dar uma entrada nos sites das vinícolas.

Para você entender Muita gente ouve falar em vinhos “varietais” e se pergunta: “Que diabo vem a ser isso? Um tipo de vinho, uma técnica?” É muito fácil, você não precisa ficar sem graça na frente dos amigos. Os varietais são aqueles produzidos com um só tipo de uva (Malbec, Syrah, Chardonnay etc.). Eles predominam na Argentina e no Chile. Os vinhos produzidos a partir de diferentes tipos de uvas, chamados “cortes”, são mais comuns na Europa.

Principais vinícolas

Saiba mais sobre vinhos na Argentina e conheça as principais vinícolas

Fiesta de la Vendimia

Canta, baila, sigue corazón,
Mendoza tiene vida en tu voz.
Canta, baila, sigue corazón.
Mendoza del buen vino y del sol.

Uma das mais importantes festas mendocinas teve sua origem no século XIX: a Fiesta Nacional de la Vendimia. Crescendo a cada ano, tornou-se na década de 1930 uma grande comemoração popular. Hoje os pontos altos do evento são a La Bendición (bênção) de los Frutos pelo bispo de Mendoza, que acontece na cidade no final de fevereiro ou no início de março, quando os mendocinos agradecem a Virgen de la Carrodilla pela boa colheita. A festa, que dura vários dias, inclui desfiles de carros alegóricos e de gauchos a cavalo. O Ato Central ocorre no primeiro sábado de março no Anfiteatro Griego Frank Romero Day, no Parque San Martín, quando é coroada a nova rainha: La Reina Nacional. Esta festa, com muita alegria (e muito vinho…), fogos de artifício e a participação de artistas e músicos, é um acontecimento imperdível se você estiver em Mendoza no momento certo.

Duas outras regiões vinícolas merecem ser mencionadas: San Rafael (na Província de Mendoza) e Cafayate, no Noroeste do país, que produz aos brancos muito especiais, como o torrontês e outros.

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