Viajar sozinho

Turismo sozinho: a aventura de uma viagem solitária

Algumas pessoas encaram viagens sozinhas por opção, outras porque não encontraram companhia. Viajar sozinho é uma grande experiência, mas recomendável apenas para pessoas de espírito independente, emocionalmente equilibradas, auto-confiantes e com um certo domínio de línguas.

Os prós e os contras

Prós e contras – Não é fácil estar só numa terra estrangeira em que você provavelmente não terá a ajuda de ninguém numa dificuldade, nem alguém para dividir os bons momentos. Solidão não é algo que todo mundo consegue encarar com facilidade. Pode levar até à depressão.
Por outro lado, o turismo solitário oferece possibilidades de conhecer pessoas, fazer boas amizades e até de acabar encontrando companhia de viagem. Na maioria das vezes, é possível conhecer pessoas muito decentes, confiáveis e que acabam tornando-se verdadeiros amigos. Ou quem sabe, encontrar em Paris ou em Kathmandu o amor da sua vida…

Os cuidados que se deve tomar

É preciso ter, é claro, muito cuidado ao se relacionar com pessoas que acabamos de “conhecer”. A regra de ouro é simples: não confie demais no seus novos amigos. Não se trata apenas do risco de você ser furtado, mas também de acabar se relacionando com pessoas que estão envolvidas em alguma outra atividade ilegal. Quem viaja só tende a se sentir mais… sozinho! Portanto, mais frágil, carente e sujeito a se deixar levar por conversas nas quais normalmente não cairia.

As dicas de segurança

Todas as dicas de segurança e de cuidados com saúde devem ser duplamente consideradas por quem viajar sozinho.

– Os telefones de emergências do Consulado Brasileiro e de pessoas de confiança no Brasil devem estar à mão.

– O viajante solitário é vítima de roubos com mais freqüência do que casais ou grupos. Se dividir um quarto com um novo amigo (a), procure deixar o grosso de seu dinheiro no cofre do hotel e evite que saibam quanto você tem. Aliás, não há necessidade de dar detalhes de sua vida a alguém que acabou de conhecer, por mais “comunicativa” e “simpática” que essa pessoa pareça ser.

– Há países em que as pessoas são sociáveis e é até gostoso ir sozinho. Nos países muito exóticos, a tendência é sentir-se ainda mais estrangeiro.

– Para as pessoas menos exigentes em relação a conforto e também dispostas a gastar menos, uma boa opção são os Albergues da Juventude ou os B&B, bons lugares para encontrar outros solitários e fazer amigos.

– Viagens sozinho em países que conhecemos bem ou já temos amigos é muito mais fácil; esse talvez seja o caso em que estar desacompanhado valha mais a pena.

– Turismo solitário sai um pouco mais caro, principalmente quanto à hospedagem, salvo nos Albergues da Juventude, nos B&B ou se você tiver sorte de achar um hotel com quarto para uma só pessoa.

– Se você tem amigos ou parentes vivendo nos lugares por onde vai passar, é bom ter o endereço e o telefone deles, seja para fazer um programa se a solidão bater, seja para uma emergência real.

– Procure levar um bom livro. Longas esperas em aeroportos ou em estações podem ser tediosas! Aproveite para fazer coisas que normalmente não faria acompanhado.

– Procure também freqüentar os cybercafés, onde poderá não apenas fazer boas amizades, como também manter contato com os amigos no Brasil. Uma ótima forma de passar o tempo: contar sua viagem. Receber mensagens dos amigos, do(a) namorado(a) ajuda também a levantar o moral. Também é o caso de ter um caderno de anotações: quem sabe suas viagens acabam virando um livro!