Viagens em 2017: Trump no USA, terrorismo no mundo… O que fazer?
Metrô de Paris, vazio fora do horário de pico, que terrorista cometeria um atentado nessa hora?
Metrô de Paris, vazio fora do horário de pico, que terrorista cometeria um atentado nessa hora?

Trump, terrorismo, insegurança… Para onde viajar?

Por Lúcio Martins Rodrigues

Apesar de já ter morado nos Estados Unidos, e de adorar New York e San Francisco, perdi, com a posse de Trump, toda vontade de fazer turismo no país. Os Estados Unidos, antes governado por Obama, um homem sensato e digno, tem agora um governo nazir-racista, que discrimina a nós, latinos, e está provocando encrenca com o México, um país pacífico, com a Alemanha, e até com ainofensiva Suécia… O estapafúrdio presidente norte-mricano acusa jornalistas de serem mau-caráteres, despreza as mulheres, odeia outras culturas. Não combina com minha visão de mundo.

Novas dificuldades para se obter o visto americano

Para começar, agora ficou mais difícil, mais burocrático para os brasileiros, conseguir um visto de turismo para os Estados Unidos: Donald Trump restabeleceu a obrigatoriedade de entrevista pessoal para a emissão de vistos para nossos turistas. Essa famosa entrevista só pode ser realizada nos Consulados-Gerais dos EUA em São Paulo, no Recife ou no Rio de Janeiro, ou na Embaixada dos EUA em Brasília. Se você não mora em nenhuma dessas cidades, azar o seu… A medida vai também causar um belo prejuízo para os empresários do setor de turismo dos Estados Unidos, que estão arrancando os cabelos com as encrencas que Trump está arrumando com todo mundo. Quem acompanhou na TV, viu que ocorreram manifestações em 600 cidades do mundo todo, incluindo nos grandes centros norte-americanos, em protesto contra a posse de um demente perigoso como Trump. Isso nunca aconteceu em toda a história americana! Agora, gente no mundo todo está cancelando suas viagens para os Estados Unidos: na América Latina, na Europa, na Ásia. O país, é pena, tornou-se um destino antipático.

Se formos comparar…

Como já disse, cidades como San Francisco, e New York são bem interessantes. A Flórida e os Grands Canyons também. Há, ainda, outros pontos de interesse. Mas não se compara. Os mesmos costumes, a mesma língua, gastronomias semelhantes, arquitetura nada extraordinária. E olhe a distância entre cada lugar, com deslocamentos demorados e caros! Nos Estados Unidos pessoas e lugares são muito semelhantes. Os americanos de New York, Washington e Frisco são mais mente aberta, mais liberais, mas a ultra-direita do centro-oeste, do Texas (eleitores de Trump) são uns reacionários de arrepiar! Se você falar que é brasileiro será considerado mais um hispânico que veio roubar o emprego dos americanos…

Sobre o terrorismo

É muito raro que um turista morra em atentado terrorista na Europa. Seria uma imensa falta de sorte estar no lugar errado e na hora errada. Quando eu viajo, apenas evito aglomerações, shows, casas de espetáculos lotados. Igualmente não utilizo o metrô lotado, nos horários de pico. Na realidade, sinto-me muito mais seguro em Paris, em Roma, Londres ou Bruxelas que em qualquer grande capital brasileira, como Rio, São Paulo, Natal etc. Afinal, o Brasil está na décima primeira colocação entre os países mais perigosos do mundo e responde por 10% das mortes por armas de fogo ocorrem no planeta!. Somem todos os mortos em atentados terroristas na Europa e comparem com o número de pessoas assassinadas no mesmo período no Brasil… Não, não acho perigoso ir para a Europa. Perigoso é sair à noite numa cidade brasileira!

Felizmente, o mundo é grande

A América do Norte

A América do Norte não é formada apenas pelos USA. Temos também México e Canadá, países com muitos atrativos, que superaram os americanos.  Quer praias e fantásticos sítios arqueológicos? Vá ao México. Quer curtir paisagens de montanhas nevadas, lindas cidades? Vá ao Canadá.

A Europa

E temos também a Europa. Para mim é O Continente, o mais fascinante do mundo. Você viaja duas horas e está em outro país com outra cultura, outra gastronomia, outra arquitetura, outra língua, outros costumes. Sem precisar de visto! Sem se sentir discriminado ao pisar no país. Queremos lembrar que na Europa ficam os dois principais destinos turísticos do mundo, a França e a Itália. Isso sem falar na Bélgica, Holanda, Grécia,  AlemanhaPaíses NórdicosPaíses Bálticos, os países do Leste Europeu. O fato é que a Europa é um continente incrível, com destinos de babar. Paris, Londres, Amsterdã, Estocolomo, Kopenhagen, Bergen, Veneza, as ilhas gregas, Praga, Cracóvia, Budapeste, no Leste Europeu. O europeu é também mais culto, lê muito mais, as pessoas são mais interessantes. Em qualquer cidade europeia há museus e atrações fascinantes, castelos, palácios e todo o tipo de paisagem.

Que tal a América do Sul?

Três países na América do Sul têm merecido minha preferência:  Argentina, Chile, Peru. No caso da Argentina, além de Buenos Aires ser uma capital charmosa, temos ainda a Patagônia andina, com paisagens de lagos e picos nevados, espetacular; a Terra do Fogo, uma verdadeira viagem ao fim do mundo; a Quebrada de Humahuaca no extremo norte, meio negligenciada pelos brasileiros, mas com paisagens incríveis. O Chile tem igualmente paisagens nevadas, glaciares e lagos e um dos mais lindos parques nacionais do mundo, o Parque Torres del Paine, e, no extremo norte, no Atacama, o visual fascinante do deserto, com gêiseres no Altiplano, a cinco mil metros. O Peru, por sua vez, é herdeiro do maior império pré-colombiano do mundo, com sítios arqueológicos como Machu Picchu, cidades colonais como Cusco, o vale sagrado dos Incas, Arequipa, o Valle del Colca, o Titicaca, um gigantesco lago, a 4 mil metros de altitude. Não precisamos de visto, nos acolhem de braços abertos, sem perguntar quanto temos no bolso e sem sermos encarados como possíveis imigrantes clandestinos.

Ou a Ásia?

Os países mais interessantes da Ásia para quem busca um roteiro com um gostinho de exotismo são a Índia, o Nepal e a Tailândia. O Nepal, infelizmente, perdeu muitos de seus belíssimos templos no terremoto de abril de 2015, mas muitos não desabaram, outros já foram reconstruídos ou tiveram suas estruturas reforçadas. Além disso, toda a região himalaiana é linda, com os picos nevados, cidades como Patan e Bhaktapur, com um fabuloso patrimônio arquitetônico da Idade Média oriental, aldeias esquecidas no tempo, com suas plantações em terraço e um povo supersimpático. A Índia tem enorme variedade de paisagens, como o Deserto do Rajastão, as regiões montanhosas da Caxemira, as praias descontraídas de Goa, e belíssimas cidades, como Udaipur, Jaisalmer, Jaipur, Jodphur ou Agra, onde fica o famoso Taj Mahal, e tantas outras. Na Tailândia temos a fantástica Bangkok, sua capital, e Chiang Mai, lotada de belíssimos templos. E, no sul do país, algumas das praias mais lindas do mundo, com mar cor de turquesa e areias brancas, como Phi-Phi Island, um paraíso tropical. Os três países são muito mais seguros que o Brasil.

E a Oceania?

Na Oceania ficam o Tahiti, na Polinésia Francesa, a Nova Zelândia e a Austrália. A Polinésia é superfamosa por suas paisagens marítimas, com praias paradisíacas, como Bora Bora, o sonho de consumo dos casais em lua-de-mel e pombinhos do mundo todo. A Nova Zelândia, dividida em North Island e South Island, também é linda. As cidades são agradáveis, calmas, o povo é extremamente gentil, e as atrações são incontáveis: fjords, gêiseres em Rotorua, passeios de balão junto dos Alpes Neo-Zelandeses, uma experiência inesquecível, além de muitos lugares surpreendentes! Finalmente, temos a Austrália, que tem um litoral lindo e belas cidades, como Sidney, Melbourne, Vitória e outras. Além de um grande e misterioso deserto para ser explorado pelos que têm mais tempo.

Dica para encontrar seu destino

Clique nos links para saber mais sobre bons destinos para suas próximas viagens. Você verá que os Estados Unidos de Donald Trump não fazem falta. Mas os dólares de turistas do mundo inteiro, que cancelaram suas viagens aos USA, farão falta ao turismo norte-americano, que emprega milhares de pessoas. Quem vai arcar com o prejuízo é a economia (leia-se o povo americano) norte-americana.