Transportes na Argentina
Ônibus na fronteira entre a Argentina e o Chile
Ônibus na fronteira entre a Argentina e o Chile

Transportes na Argentina, as opções

Avião

O avião costuma ser  a melhor opção de transportes, quando se viaja por países de grande dimensões territoriais. Na Argentina, porém, isso nem sempre é verdade.
Saiba mais sobre o avião na Argentina.

Trem

Se você adora andar de trem, sentimos desanimá-lo: esse não é o melhor meio de transporte na Argentina. A Argentina teve, no passado, como aconteceu com o Brasil, uma boa rede ferroviária direcionada ao transporte de passageiros, bem mais importante do que a atual.

Hoje, restam pouquíssimas linhas com trens de passageiros: entre Buenos Aires e Mar del Plata; entre Buenos Aires e Santa Fé; a nova linha de Buenos Aires a Tucumán (um trem por semana apenas); o Tren Mesopotámico, entre Buenos Aires e Posadas; e uma rede com três ramais no Chaco. São baratos, relativamente confortáveis, mas vagarosos. Não conseguem, portanto, concorrer com os ônibus.

Há ainda trens turísticos: oLa Trochita, na Patagônia, entre El Maitén e Esquel; o Expresso Patagónico, entre Viedma e Bariloche; e o Tren del Fin del Mundo, em Ushuaia. O famoso Tren de las Nubes – é realmente uma pena! teve seu serviço suspenso, sem previsão de ser retomado. retomou suas atividades.

Ônibus

Se fomos críticos ao nos referir aos vôos domésticos, o transporte rodoviário só merece elogios. Os ônibus na Argentina, modernos e rápidos, são, por várias razões, o meio de transporte interno mais utilizado.
Informe-se sobre o ônibus na Argentina

Carro

Viajar de carro pela Argentina, cruzando o país, descendo até a Patagônia, tomando a lendária Ruta 40 ou fazendo outras travessias é uma grande aventura que exige enorme disposição, muito tempo e, é claro, alguma plata.

Mapas

Estude bem os mapas, o tempo que levará para realizar cada percurso, quantos quilômetros rodará em média por dia e quanto gastará de combustível. Não exagere para menos ao estimar a média horária diária: em algumas estradas de cascalho e/ou em áreas montanhosas você não poderá rodar a mais de 40km por hora. Pense, portanto, quando tempo ficará dentro de um carro durante sua viagem, no desgaste do automóvel e no tempo que sobrará para visitar os lugares.

Mapa da Argentina

Automóvel Club Argentino  O automóvel clube argentino (A.C.A) possui mapas e informações úteis para o viajante. Automóvel Club Argentino

Estradas

• As estradas (rutas, ou carreteras) argentinas são, em geral, comparáveis às melhores dentre as brasileiras. No país vizinho, somente em regiões afastadas há trechos em cascalho. Nessas estradas é fácil derrapar ou levar uma pedrada no pára-brisa ao cruzar com outro veículo. (Um velho truque: apóie a mão contra o pára-brisa nessa hora).

•  Nas regiões de montanhas, durante os meses mais frios, você poderá ter problemas com a neve. Tenha equipamentos adequados no carro que, eventualmente, deverá ter pneus de neve.

• Em algumas regiões, sobretudo na Patagônia e no Noroeste, o movimento de veículos é pequeno e há raros postos de combustível ou lugares onde parar para comer e beber algo. Por isso mesmo, tenha consigo água; uma garrafa térmica com café ou chocolate quente, no inverno; e sanduíches.

•  As estradas argentinas podem ser “nacionais” (RN) e “provinciais” (RP). A maioria das nacionais são boas e asfaltadas, mas algumas, como a famosa RN 40, que corta o país de norte a sul, têm alguns trechos em cascalho. As provinciais são estradas secundárias, mas muitas estão em bom estado. Como acidentes são comuns em ambos os países, dirigir com cautela é essencial.

<comp./> www.vialidad.gov.ar Site da Dirección Nacional de Vialidad, equivalente argentino de nossso Depto. Nacional de Estradas de Rodagem. Nele você pode fazer download de mapas rodoviários de todo o país (em .zip) e obter informações sobre as estradas argentinas.

Combustível

•  A boa notícia é que o combustível é mais barato do que no Brasil, custando um pouco mais do que meio dólar o litro, com variação segundo a octanagem.
• Na Patagônia, no Noroeste e em regiões de baixa densidade demográfica você pode rodar vários quilômetros até encontrar combustível: abasteça seu carro sempre que possível. Lembre-se de que carro a álcool, pelo menos atualmente, não é utilizável na Argentina.
• Você se surpreenderá ao ver em vários lugares do país postos da Petrobrás; a presença internacional da companhia é notável. Costuma-se, como no Brasil, ao abastecer, principalmente se for pedir para encherem os pneus ou limparem os vidros, deixar uma gorjeta para o frentista.

Locação

É uma ótima idéia alugar carro para percorrer circuitos regionais de particular interesse como, por exemplo, A Ruta de los Siete Lagos ou a Península Valdés. Alugar um veículo para “percorrer a Argentina” sai bem caro, além de, como já dissemos, demandar muito tempo e disposição. As diárias variam, evidentemente, de acordo com os modelos.

Para alguns circuitos pode ser necessário um veículo de tração 4X4. Mencionamos os endereços e telefones de locadoras em cada destino turístico. Para alugar um carro você precisa ter mais de 21 anos, um cartão de crédito internacional e carteira de habilitação.

As pequenas empresas locais costumam cobrar diárias mais baratas, mas se você tem intenção de alugar o veículo em uma cidade e devolvê-lo em outra, terá que recorrer às grandes locadoras internacionais como Avis, Hertz, Budget etc..

Há um custo extra para devolução em outra cidade, que não chega a ser abusivo. Se pretender entrar em território chileno com o carro, avise a locadora ao fazer a reserva, pois eles terão que providenciar a documentação adequada. É interessante, caso você resolva alugar um carro, entrar nos sites das locadoras, ver os veículos com os quais cada uma trabalha e escolher o ideal para você.

Principais locadoras de veículos na Argentina

Avis | Budget | Dollar | Hertz | Localiza

Carro próprio

Sair com carro próprio do Brasil, principalmente se você mora no sul ou sudeste, pode ser mais vantajoso do ponto de vista financeiro do que alugar um veículo lá. O “possante” sofrerá um pouco numa viagem assim e, inevitavelmente, ganhará alguns arranhões, gastará pneus etc.. É provável, portanto, que você venha a ter despesas de manutenção com seu carro ao voltar. Antes de se decidir, calcule os riscos. Veja adiante os itens Documentos e Equipamentos.

Assistência técnica

Chevrolet  | Fiat  | Ford | Honda | Mitsubishi
Peugeot  | Renault Volkswagen

Documentos

A Argentina não exige dos brasileiros Carteira Internacional de Motorista, mas você precisará da Carta Verde, fornecida pelas seguradoras, um seguro específico para rodar na Argentina. Informe-se com seu corretor de seguros: algumas seguradoras já incluem essa carta no preço de seu seguro, outras cobram à parte. No Chile a Carteira Internacional de Motorista é, pelo menos “oficialmente”, obrigatória, mas dificilmente pedirão para vê-la.

 Equipamentos

Antes de partir, você terá que fazer uma boa revisão no automóvel e checar todos os equipamentos de segurança. Deverá ainda ter, obrigatoriamente, os seguintes acessórios:

• Cabo de aço de pelo menos 2m com sistema de engate (para o caso de precisar ser rebocado…)
• 2 espelhos laterais e encosto para a cabeça
• Caixa de primeiros socorros
• Ferramentas básicas, chave de roda, lanterna

São recomendáveis: cabo para ligar bateria de dois carros diferentes (“chupeta”); mapas, caneta, caderneta de anotações; canivete tipo suíço multi-uso; um saco de dormir para ser usado em uma emergência.

Atenção: O uso de equipamentos não originais que resultem no aumento do comprimento (ou largura) normal do veículo é expressamente proibido. O artigo 29 da Lei Nacional de Trânsito, de nº 24.449, proíbe “defensas, ganchos y todo aquello que exceda en las dimensiones laterales y de longitud del vehículo”. Isso inclui o engate de reboque que muitos brasileiros adoram colocar na traseira de seus veículos, embora nunca tenham pensado concretamente em rebocar algo.

Normas de trânsito e segurança

Não há diferenças muito significativas entre as normas e sinais de trânsito na Argentina e no Brasil. Tendo bom senso, atenção e educação, dificilmente o motorista brasileiro enfrentará problemas nesse quesito. A polícia rodoviária argentina não costuma parar turistas sem necessidade, menos ainda quando se trata de inofensivos casais de brasileiros. Se você cometer algum erro, desculpe-se de forma amigável e evite qualquer discussão. Em geral deixarão para lá, lhe farão uma advertência e o liberarão. Não esqueça que:

1) É proibido circular com garrafa de qualquer bebida alcoólica aberta na cabine do carro. Não basta enfiar uma rolha na garrafa para fechá-la: ela não pode ter sido aberta. Guarde no porta-malas a garrafa de vinho que eventualmente tiver aberto.

2) É obrigatório circular com os faróis ligados, mesmo durante o dia. Se você chegou muito próximo à fronteira boliviana saiba que, na volta, passará por barreiras da polícia federal argentina, onde, eventualmente, poderão inspecionar o veículo (para ver se há talco derramado no porta-mala ou algo assim…). O mesmo poderá ocorrer se você cruzar ou chegar junto à fronteira paraguaia, mas nesse caso estarão procurando algum produto parecido com mate… Aliás, tome cuidado com seu veículo junto às fronteiras mencionadas. É onde mais ocorrem furtos de automóveis. No restante da Argentina, furtos de veículos são raros. Mesmo assim, confie em Deus, mas à noite guarde o veículo em um estacionamento e não deixe bagagem visível dentro dele.

Distâncias rodoviárias aproximadas (em km)

De Bariloche a: Bahia Blanca, 1.010 | Comodoro Rivadavia, 850 | El Calafate, 1400 | Neuquén, 450 | Puerto Madryn, 997 | Puerto Montt (Chile), 390 | Rio Gallegos, 1650 | Trelew, 860 | Viedma, 980

De Buenos Aires a: Bariloche, 1.630 | Bahia Blanca, 660| Comodoro Rivadávia, 1.780 | Córdoba, 710 | Corrientes, 970 | El Calafate, 2.790 | Jujuy, 1.610 | La Rioja, 1.170 | Mar del Plata, 400 | Mendoza, 1.050 | Neuquén, 1.180 | Paraná, 500 | Posadas, 1.010 | Puerto Iguazú, 1.300 | Puerto Madryn, 1.320 | Rosário, 300 | Rio Gallegos, 2.600 | Salta, 1.540 | San Juan, 1.140 | Santa Fé, 470 | | Tucumán, 1.200 | Ushuaia, 3.150 | Viedma, 940

De Comodoro Rivadávia a: Puerto Deseado, 290 | Trelew, 860

De Córdoba a: Corrientes, 900 | Jujuy, 880 | Rosário, 400 | Salta, 840 | Santa Fé, 350 | Tucumán, 550

De Corrientes a: Jujuy, 862 | Mendoza, 1.500 | Salta, 830 | Santa Fé, 540 | Tucumán, 800

De El Calafate a: El Chaltén, 215 | Comodoro Rivadávia, 980 | Ushuaia, 920

De La Rioja a: Jujuy, 720 | Salta, 690 | San Juan, 450

De Mendoza a: Córdoba, 680 | Jujuy, 1.330 | La Rioja, 610 | Neuquén, 800| Salta, 1.300 | San Juan, 170 | Tucumán, 1.000

De Puerto Iguazú a: Córdoba, 1.450|Corrientes, 610 | Jujuy, 1.470|Mendoza, 2.050 | Posadas, 300|Rosário, 1.300 | Salta, 1.450

De Puerto Madryn a: Comodoro Rivadavia, 450 | El Calafate, 1.388 | Esquel, 674 | Río Grande, 1.580 | Trelew, 67 | Ushuaia, 1.800 | Viedma, 430

De Río Gallegos a: El Calafate, 300 | Puerto Madryn, 1.240 | Ushuaia, 600 | Viedma, 1.680

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