O Taj Mahal

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Taj Mahal, em Agra, Índia
Taj Mahal, em Agra, Índia

Agra, a velha capital do Império Mongol

(trecho do livro “A Vaca na Estrada”)
Na antiga capital do Império Mogol, fundada pelo sultão Akbar, fica o Taj Mahal. É um ícone: você pensa na palavra “Índia” e a imagem dele surge na sua mente.
Eu dissera a mim mesmo que ir à Índia e não ver o Taj Mahal não valia a pena. Achava que iria me emocionar, mas isso não aconteceu, mesmo quando o avistei pela primeira vez. Já vira o famoso monumento por fora e por dentro em tantas fotos, filmes, pôsteres e folhetos de agências de viagem que, no mínimo, não me surpreendi. O Taj Mahal é espetacular, mas as fotos que vira e que tanto me impressionaram tinham sido tiradas ao amanhecer, com uma luminosidade azulada ideal. Nelas, o monumento parecia flutuar na névoa matinal.

Mapa de Agra

O Taj Mahal no auge do verão indiano

Quando fui a Agra pela primeira vez era domingo, dia em que, além dos habituais turistas estrangeiros, gente de todo canto da Índia aproveita para visitar o Taj Mahal. Já naquela época havia fila para entrar. Mendigos e vendedores cercavam os visitantes. Apesar do calorão medonho que fazia, o céu estava encoberto. Não era bem o que eu esperava.
Para visitar o interior do Taj Mahal tive que tirar os sapatos, o que me incomodou. Não o fato de tirá-los, mas o de centenas de pessoas fazerem o mesmo num dia de calor, com os pés transpirados. Quem já esteve lá sabe do que estou falando. Um amigo meu, sabendo que teria que tirar os sapatos para entrar em templos na Índia, inteligentemente levou consigo diversos pares de meias velhas, que ia descartando depois de cada visita. Sabe-se lá que divinas micoses podem-se pegar nesses pisos sagrados!

Vídeo sobre Agra e o Taj Mahal

Um gigantesco mausoléo

Mahal significa “palácio”, mas o Taj Mahal é na realidade um gigantesco mausoléu, construído pelo imperador mogol Shah Jahan para abrigar o túmulo de Aryumand Banu Begam, sua esposa. Não a única, mas a preferida; havia outras… Apelidada Mumtaz Mahal – “a joia do palácio” –, sua amada morreu no parto do décimo-quarto filho do casal. Mais de 20 mil trabalhadores foram empregados na construção do Taj Mahal, entre pedreiros, mestres, arquitetos e escultores. Erguido junto ao rio Yamuna entre 1630 e 1642 em mármore branco com incrustações de pedras semipreciosas, o conjunto compreende, além do edifício principal, onde está o túmulo de Mumtaz Mahal, duas mesquitas ao lado de quatro minaretes.

Gastou-se uma fortuna na construção

Quando Shah Jahan, bastante doente, manifestou o desejo de fazer para si um monumento semelhante, em mármore negro, do outro lado do rio, seus filhos acharam que ele enlouquecera e o depuseram, encerrando-o em uma torre no forte de Agra. O reino tinha outras necessidades. Diz a lenda que, de sua janela, o velho imperador olhava o monumento e suspirava de saudades da esposa. Quando morreu, em 1666, foi enterrado junto a Mumtaz Mahal.

O Lal Qila

Outra construção importante de Agra é o Lal Qila ou Forte de Agra, chamado pelos ingleses de Red Fort, por ser feito com pedras vermelhas, como o forte da Velha Delhi. Situado a 2,5 km do Taj Mahal, o Forte de Agra, construído entre 1565 e 1573, é o maior do país.

Hábitos de viagem

Um dos hábitos que adquiri em minhas viagens foi o de pensar como seriam, em seu apogeu, os lugares históricos que visito. O Lal Qila serviu ao mesmo tempo como fortaleza e residência dos imperadores mogóis. Imagine o fausto do local, que sediou um dos grandes impérios da História durante seu período de esplendor, com nobres, conselheiros da corte, soldados, harém com as concubinas reais. Qual não teria sido a infraestrutura para acomodar e alimentar todo mundo! Eu olhei para as muralhas e imaginei sentinelas a postos; percorri os jardins e aposentos perguntando-me se a qualquer momento não toparia com serviçais usando turbantes ou com odaliscas dançando.

A arquitetura muçulmana na Índia

O Taj Mahal e o Lal Qila são magníficos exemplos da arquitetura muçulmana na Índia. A presença islâmica teve dois aspectos. De um lado, as invasões árabes, com seu fanatismo religioso, foram bastante nocivas, e resultaram na destruição de templos hindus, na perseguição a todo tipo de arte que não fosse muçulmana e no aniquilamento do Budismo no subcontinente. De outro, os mogóis trouxeram valores novos e uma contribuição artística importante em todos os setores, sobretudo na arquitetura e na pintura. Ocorreu uma fusão cultural, a ponto de se poder falar de uma arte indo-muçulmana. A arquitetura da Índia viveu seu apogeu em cidades como Agra, Delhi e Lahore, com a construção de mesquitas, monumentos funerários, fortes e palácios.

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Para saber mais sobre costumes, religião, história cultura da Índia, leia A Vaca na Estrada.

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