St-Germain-des-Près

St-Germain-des-Près, um bairro cheio de charme e história

“Ils avaient vu la guerre ou étaient nés après et s’étaient retrouvés à St-Germain-des-Prés”
(“Eles viram a guerra ou nasceram depois e se reencontraram em St-Germain-de-Prés”)
Da canção Les Amis de Georges, de Georges Moustaki

Mapa de Saint-Germain des Prés

St-Germain-des-Près é um dos mais charmosos bairros de Paris, com uma famosa tradição boêmia e intelectual, e um dos melhores lugares para você ter uma ideia de como era a cidade nos tempos da Revolução. Sua origem remonta ao século VI quando, por orientação do bispo Germain, foi construída uma abadia com uma igreja e um mosteiro em volta do qual começou a se formar uma aldeia. Com a morte do bispo, a igreja passou a se chamar St-Germain, nome que se estendeu ao bairro.

A abadia de St-Germain foi muito rica e poderosa durante toda a Idade Média. No século XVII, o bairro tornou-se um importante centro intelectual e artístico, ponto de encontro dos iluministas e revolucionários. Lá, em 1686, foi fundado o primeiro café de Paris, o Procope, que deu início à tradição dos “cafés-literários” do bairro e foi frequentado, na época, por Rousseau, Diderot, D’Alembert, Voltaire, Benjamin Franklin, Danton e Marat. Diz-se que os esboços preliminares da Encyclopédie foram rabiscados lá. A antiga abadia foi destruída por um incêndio durante o período revolucionário, mas nem por isso St-Germain perdeu sua importância. A igreja e o palácio da abadia foram restaurados no século XIX — em parte graças a uma campanha promovida por Victor Hugo — e o bairro logo retomou sua vocação.

Vídeo dobre Saint-Germain-des-Prés

O bairro dos artistas

Diversos artistas frequentaram ou moraram em St-Germain-des-Prés no século XIX: escritores como Balzac e Georges Sand, poetas como Verlaine, Rimbaud e Baudelaire e pintores como Delacroix, Ingres e Manet. O filósofo Auguste Comte, criador do Positivismo, morou no nº 10 da rue Monsieur le Prince. Mais tarde, já no século XX, Picasso também acabou se instalando por lá e em 1937, no seu atelier no nº 7 da rue des Grands Augustins (frequentado por seu amigo Man Ray), terminou a obra-prima Guernica.

Mesmo durante a Segunda Guerra, St-Germain continuou sendo o lugar favorito dos intelectuais. Lembre-se de que Ernest Hemingway, mesmo vivendo pobremente, estava convicto de que Paris era uma festa. Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir iam todos os dias escrever, trocar ideias e se aquecer no Café de Flore. Curiosamente, os alemães não molestaram os filósofos do bairro. Talvez não os levassem a sério…

A onda existencialista

Quando Paris foi libertada, a arte teatral tomou impulso e obras de autores inovadores foram encenadas nos teatros de St-Germain, dentre elas Esperando Godot, de Samuel Beckett, e O Rinoceronte, de Eugène Ionesco. Embora Sartre não visse com bons olhos sua filosofia virar modismo, a onda existencialista tomou conta do bairro boêmio e escolheu Anne-Marie Cazalis, Juliette Gréco e Anabelle como suas musas inspiradoras. Quem não posasse de existencialista (mesmo que não tivesse ideia o que isso significava de fato) estava irremediavelmente out!

Se a cantora dos existencialistas era Juliette Gréco, seu poeta era Jacques Prévert, que em 1947 havia lançado Paroles e visto sua fama se expandir subitamente de St-Germain para o mundo. A obra virou livro de cabeceira da juventude que, àquela altura, começava a se “transviar”.
Entre os grandes nomes da boa música popular francesa que moraram em Saint-Germain ou que frequentaram o bairro no século XX, estão Jacques Brel, Léo Ferré, Georges Brassens, Charles Aznavour, Charles Trénet e Serge Gainsbourg. Americanos como Miles Davis e Duke Ellington, por seu lado, ajudaram a divulgar o bom jazz no Blue Note e no Club St-Germain. Talvez tenha sido graças a eles que o jazz tornou-se tão conhecido e apreciado pelos franceses.

Até hoje, St-Germain-des-Prés faz o gênero “intelectual-chic” e é o lugar preferido de estudantes, professores, artistas, filósofos, pseudofilósofos, gauchistas-caviar e outros curiosos espécimes do folclore parisiense, mas também tem um lado bem “burguês” e vem sendo escolhido por estilistas famosos para a instalação de seus ateliers ou filiais. Seu comércio é variado e elegante: moda, livros, objetos de arte, antiguidades, tudo o que há de mais branché em Paris pode ser encontrado por lá.

Os famosos cafés

Dentre os estabelecimentos famosos, não é só o lendário Procope que resiste até hoje. Ainda existem famosos cafés queridos pelos existencialistas e por outras grandes cabeças do século XX: o Flore, no Bd. St-Germain, e o Les Deux Magots, bem em frente à igreja de St-Germain-des-Prés. A Brasserie Lipp, inaugurada em 1890 no bd St-Germain, também está em pé. Hoje, porém, é mais provável encontrar por lá turistas do que filósofos. C’est la vie!

O bairro é calmo, com exceção da agitação do Bd. St-Germain e do trânsito louco da rue des Saints-Pères. Nele, é gostoso passear a pé e esquecer da vida: parar num café perto da igreja de St-Germain, fuçar uma livraria, ver as vitrines dos antiquários, sentir o clima da Place St-Sulpice, comer bem numa brasserie, dar um pulo até a beira do Sena… E reconhecer que seus moradores e frequentadores famosos tiveram muito bom gosto! Uma curiosidade: o esquisito adjetivo germanopratine designa tudo o que é relativo ao bairro de St-Germain-des-Près.

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