Puerto Madero
Foto: Gobierno de la Provincia de Buenos Aires
Puente de la Mujer, Puerto Madero. Foto: Gobierno de la Provincia de Buenos Aires

Puerto Madero, o velho cais que se tornou chique

Em razão da pouca profundidade de suas águas costeiras, durante muito tempo Buenos Aires teve problemas em receber navios maiores, que tinham que permanecer longe da costa e desembarcar mercadorias e passageiros em lanchas.
Assim, em 1887, iniciaram-se ao lado do estuário do Plata as obras de um projeto de Eduardo Madero (que não era engenheiro e sim comerciante…) destinadas a solucionar essa situação por meio de diques e pontes, finalizadas em 1897. Infelizmente, apenas dez anos depois, o novo porto ficou obsoleto, uma vez que os navios tornavam-se cada vez maiores.

Mapa de Puerto Madero

Antes de 1990, lugar feio e perigoso

Até o começo da década de 1990, Puerto Madero era um lugar feio, perigoso e meio abandonado, com docas caindo aos pedaços e construções utilizadas como depósitos.
Com vultosos investimentos públicos, um projeto de recuperação inteligente – o mais importante desse tipo realizado até hoje na capital argentina, similar àquele implantado nas docas de Lisboa – transformou o lugar em um dos mais caros da cidade. Nos prédios reformados das antigas docas funcionam hoje lojas finas, restaurantes e bares sofisticados, pizzarias e churrascarias. Foram construídos prédios comerciais modernos e hotéis, dentre os quais se destaca o Hilton.

Puerto Madero hoje

Puerto Madero é hoje um local arejado, agradável e seguro: um dos favoritos não apenas dos turistas estrangeiros mas também dos portenhos quando querem jantar à luz de velas ou simplesmente dar uma volta a pé. Nos finais de semana, seus barzinhos ficam lotados.
Embora a crise que atingiu o país entre 1999 e 2002 tenha paralisado temporariamente alguns projetos, a recente recuperação permitiu a conclusão de grandes obras, dentre elas torres residenciais, algumas das quais, como a Renoir, chegam a atingir 170m de altura.

Vídeo sobre Puerto Madero

As atrações em Puerto Madero

Puerto Madero é dividido em quatro diques. No dique 2, funciona a Universidad Catolica Argentina. É na Av. Alicia Moreau de Justo que fica a maioria dos restaurantes.

Navio-museu Corveta Uruguay

Dique 1. Abre das 10h às 20h. Construído na Inglaterra, esse navio de 85m de comprimento e mais de 13m de largura foi comprado pelos argentinos em 1872 e passou a ser utilizado como navio-escola, função que cumpriu até 1961. A corveta deu várias voltas ao mundo e seu casco de ferro original foi reforçado para permitir a navegação em regiões polares. A maior aventura vivida a bordo do Uruguay foi o resgate da tripulação do navio sueco Antartic que afundou após ter sido retido pelo gelo, em 1901. Transformado em museu, pode ser visitado por dentro.

Molino Porteño

Margem oriental do dique 2. Construído em 1891 e utilizado como moinho de trigo até 1956, é interessante por sua arquitetura. Encontra-se restaurado e foi declarado Patrimônio Histórico Nacional.

Puente de la Mujer

Dique 3. A ultramoderna ponte de pedestres sobre o dique, inagurada no final de 2001, custou a bagatela de 6 milhões de dólares. Ela possui um sistema que lhe permite girar 90º para dar passagem a embarcações. Doada aos portenhos pela Espanha, a ponte foi transportada desmontada até Buenos Aires. Suas linhas representam, em um desenho estilizado, um casal dançando tango: o mastro é o homem e a estrutura curva da ponte, a mulher.

Navio-museu Fragata Sarmiento

Dique 3. Abre das 9h às 20h. Navio-escola da Marinha Argentina, o Presidente Sarmiento foi construído em 1898. Embora tivesse motor a vapor, possui três mastros, de modo a permitir aos jovens marinheiros aprender a manejar velas. A fragata que navegou até o começo da década de 1960 é hoje um museu, com móveis e apetrechos de época. Podem ser visitados cabines, ponte de comando, sala de máquinas e outros cômodos.

Monumento a Cristóvão Colombo

Av. de la Rábida, atrás da Casa Rosada, na altura do dique 3. Por trás da construção desse monumento inaugurado em 1921 está a figura de Antonio Devoto, um endinheirado imigrante italiano. Entusiasmado com a ideia da homenagem ao navegante genovês, Antonio organizou em seu país de origem um concurso para a escolha do escultor, vencida por Arnaldo Zocchi. A estátua de Colombo, feita em mármore de Carrara, tem mais de 6m de altura e está colocada sobre um grande pedestal. O conjunto foi enviado à Argentina em peças para ser montado. Em junho de 1955, o monumento foi atingido por balas disparadas de aviões durante a sublevação militar que resultou na queda de Perón.

Reserva Ecológica

(Costanera Sur) A área entre Puerto Madero e o Rio da Plata é uma pequena reserva ecológica, lugar agradável para caminhar, correr ou simplesmente flanar enquanto se observa o skyline da cidade. Aliás, a não ser que você chegue a Buenos Aires de navio, esse é um dos raros lugares onde poderá ver o famoso estuário; a capital argentina é tão “continental” que chega-se a esquecer que ela fica à beira d’água.

Cassino

Dársena Sur. Abre 24h por dia. Casino si, pero legal! São proibidos jogos de azar no solo de Buenos Aires… Mas só no solo! É o governo argentino que mantém esta casa de jogos flutuante destinada sobretudo a atrair turistas. Instalado em um navio que é réplica daqueles que se veem em filmes passados no sul dos EUA deslizando pelo Mississipi ao som de Old Man River, o cassino portenho limita o valor máximo das apostas e prioriza a diversão.

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