Paris e os brasileiros

Paris e os brasileiros, nossos compatriotas que se destacaram na Cidade Luz, os nomes mais conhecidos, artistas, refugiados políticos, escritores.
Restaurante brasileiro em Paris
Restaurante brasileiro em Paris

 

Paris e os brasileiros, uma relação antiga

O Brasil e os brasileiros têm uma antiga e forte ligação com a França. A própria abertura dos portos brasileiros às nações amigas, a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro e outras medidas que favoreceram o progresso do Brasil colonial foram conseqüência da invasão de Portugal pelos franceses.

A influência dos pensadores franceses e o positivismo no Brasil

Durante todo o século XIX, o Brasil foi influenciado pelas idéias dos grandes pensadores franceses. O Positivismo de Auguste Comte teve fortes repercussões no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, que era então a capital, e foi a base doutrinária da proclamação da República. Até mesmo o dístico de nossa bandeira — “Ordem e Progresso” — é um lema positivista.
Na literatura brasileira, foi também enorme a influência do Romantismo e do Realismo.

Os franceses e a fundação da USP

É bom lembrar que diversos professores franceses participaram da fundação da Universidade de São Paulo na década de 1930. A importância cultural da França era tão grande que, durante muito tempo, o francês foi considerado no Brasil a segunda língua, não só das elites, mas também da pequena burguesia. Foi somente a partir da década de 1960 que o inglês substituiu o francês como língua obrigatória no ensino médio brasileiro.

Os exilados brasileiros em Paris

Paris foi o lugar onde tradicionalmente os brasileiros exilados em diferentes épocas acabaram se estabelecendo, a começar pelo próprio Dom Pedro II, um admirador da França. Aliás, a casa real brasileira de Orléans e Bragança é meio francesa, pois a Princesa Isabel casou-se com o Conde d’Eu, neto do rei francês Luís Felipe.

Santos Dumont

Entre os grandes brasileiros conhecidos dos franceses está Santos Dumont, cujas peripécias foram acompanhadas com entusiasmo pelos parisienses há um século. O percurso feito a bordo do balão Brasil, pelo qual ganhou o prêmio Deutsche de la Meurthe, e o célebre voo do 14 Bis, no parque de Bagatelle, fizeram sua fama.

O Modernismo

Já na década de 1920, o Modernismo brasileiro foi muito inspirado nas novas tendências surgidas em Paris, que continuava sendo a maior referência cultural do Ocidente. As experiências de Tarsila do Amaral e de Oswald de Andrade na capital francesa tiveram reflexos na literatura e nas artes plásticas brasileiras. Tarsila morou em Montmartre, onde realizou exposições e tornou-se discípula de alguns dos grandes nomes da pintura francesa moderna, como Léger, Gleises e Lhote.

Artistas brasileiros em Paris

Na música clássica, um outro grande artista brasileiro destacou-se nessa mesma década: Heitor Villa-Lobos, que apresentou, em 1924, seu primeiro concerto em Paris.
Também viveu em Paris o pintor Cândido Portinari, que ao receber o Prêmio “Viagem” da Exposição Geral de Belas Artes do Rio de Janeiro, permaneceu um ano na França, em 1930. Durante sua permanência na capital francesa, o artista tomou contato com a chamada Escola de Paris e com a obra de Picasso, cuja influência se percebe nos painéis da sua Série Bíblica. Já mundialmente consagrado, Portinari voltou a Paris em 1946 para realizar a sua primeira exposição na Europa, e fez tanto sucesso que o governo francês lhe concedeu a medalha da Légion d’Honneur (Legião de Honra).

Brasileiros na Resistência Francesa

Durante a ocupação, na Segunda Guerra, o brasileiro Apolônio de Carvalho participou ativamente dos combates contra os nazistas, chegando a ser condecorado pelos franceses.

Jorge Amado

No pós-guerra, outros escritores brasileiros importantes fixaram-se em Paris, como Jorge Amado, que se mudou para a França para colocar- se a salvo de perseguições políticas. Ele e Zélia Gattai foram morar no Grand Hotel St-Michel, no Quartier Latin, e tornaram-se amigos de intelectuais e artistas como Jean-Paul Sartre, Pablo Picasso, Pablo Neruda, Marc Chagall, Paul Éluard e Louis Aragon. Em razão de sua militância de esquerda e de seus laços com países do leste europeu, o escritor acabou sendo expulso da França e durante dezesseis anos foi proibido de voltar ao país. (Para saber mais sobre a vida do casal em Paris, leia Senhora Dona do Baile, de Zélia Gattai).

Intelectuais e artistas brasileiros em Paris

Entre os brasileiros que tiveram repercussão intelectual na França estão o sociólogo Gilberto Freyre e o economista Celso Furtado, professor da Sorbonne e autor de vários livros publicados em francês.
Diversos outros autores tiveram suas obras traduzidas para o francês, como Antônio Callado, Chico Buarque, Carlos Heitor Cony, Autran Dourado, Fernando Gabeira, Nélida Piñon, Moacyr Scliar, Márcio Souza e Lygia Fagundes Telles. (O mais vendido, porém, é Paulo Coelho. Vá entender!)

Os refugiados da ditadura

Durante o regime militar brasileiro iniciado em 1964, muitos refugiados políticos chegaram a Paris fugindo da repressão. Bastava entrar num metrô para dar de cara com estudantes, professores, políticos ou intelectuais brasileiros. Entre eles, dois Presidentes da República: Juscelino Kubitschek de Oliveira e Fernando Henrique Cardoso.

Outros nomes conhecidos

Mais recentemente, outros brasileiros tornaram-se bem conhecidos dos parisienses. É impossível citar todos, mas só para lembrar de alguns, temos, nos esportes, o craque Raí, que jogou no Paris St- Germain, e Gustavo Kuerten, vencedor por três vezes do torneio Roland Garros, em Paris. O estilista Ocimar Versolato é o primeiro brasileiro de reconhecimento internacional na alta costura. Os fotógrafos Sebastião Salgado e Walter Firmo — este último, influenciado por Brassaï e Doisneau — são nomes muito respeitados na sua área. A família Reali, que viveu em Paris desde a década de 1970, representou o Brasil com Reali Jr., que foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, e sua filha Cristiana Reali, atriz de sucesso.

A cozinha e a música brasileira em Paris

A cozinha e a música brasileira também estão na moda em Paris. Basta dar uma caminhada à noite pela região da rue Oberkampf para deparar com menus anunciando “moqueca de camarão” acompanhada de caipirinha, que os franceses chamam de “caipiriná”. No Favela Chic, você encontrará parisienses dançando samba e comendo feijoada.
Hoje (felizmente, ufa!) não há mais refugiados políticos por lá, mas existe uma grande comunidade brasileira em Paris, formada por gente que estuda e trabalha nas mais diversas áreas.

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