Palermo
Palermo, Vucciria
Palermo, Vucciria

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Palermo, uma agradável surpresa

Caso você já conheça a estação ferroviária central de Nápoles e tenha dado uma circulada por suas feiosas proximidades, ao partir para Palermo, a capital da Sicília, talvez pense: “Meu Deus, deve ser pior!”. Puro preconceito… Apesar de Palermo ter bairros periféricos e algumas regiões centrais meio decadentes, a maior parte da cidade é limpa, organizada e bonita. O cenário natural encanta: ao norte, há o mar extremamente azul; em torno, altas montanhas circundam a Conca d’Oro (“concha de ouro”), planície de contorno arredondado onde fica a cidade.

Mapa de Palermo

Como ir a Palermo

Avião 

Não há voos diretos do Brasil. Em Palermo chegam voos (nem sempre diretos) de todas as grandes cidades italianas e de algumas europeias. O aeroporto Falcone Borselino fica a 30 km do centro e uma corrida de táxi até a cidade custa em torno de 35 a. Há também trens e ônibus do aeroporto para a estação central de Palermo. O trajeto leva cerca de 40 minutos.

Não há voos diretos do Brasil. Você terá que voar até Milão ou Roma  e tomar uma conexão para Palermo, a capital da Sicília.

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Carro 

A autoestrada que liga Nápoles a Sicília é a A3, que vai até o estreito onde se toma o ferry-boat para Messina. Depois utilize a A20 e, em seguida, a A19 (continuação da primeira). O trajeto tem 740 km. A S113 também liga Messina a Palermo; é uma estrada menor que acompanha a A20. Na S113, nas proximidades de Messina, o trânsito é muitas vezes lento.

Trem 

De Roma (11h). A estação central, onde chega a maioria dos trens vindos do continente, fica na Piazza Giulio Cesare.

Barco 

Entre Nápoles (na Campânia) e Palermo há linhas regulares de barco operadas por diversas companhias. As passagens são vendidas nos portos. É aconselhável comprá-las com alguma antecedência. Há passagens que dão direito apenas a poltronas; outras incluem cabines com um beliche e um pequeno banheiro privativo. Os barcos saem de Nápoles ao entardecer (permitindo que você desfrute uma vista maravilhosa do golfo) e chegam na manhã seguinte a Palermo. A bordo há bar e restaurante.

Hospedagem em Palermo

Embora possua hotéis em luxuosos, há pensões espalhadas por toda a cidades com preços bem acessíveis

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Melhor época

De outubro a abril as temperaturas são mais amenas. Faz calor na Sicília. Lembre-se: fica ao lado da África. Veja detalhes sobre a melhor época para visitar a Sicília.

Vídeo de turismo sobre Palermo

Pontos turísticos turísticos em Palermo

Talvez você se surpreenda com outro fato: Palermo não parece muito um centro urbano italiano. Olhando os prédios das principais ruas e avenidas, você verá que a arquitetura lembra a de cidades do sul da Espanha. Tudo o que se vê em Palermo é resultado de sua longa história, que começou com os fenícios, que a fundaram. Em 535 chegaram os bizantinos; em 831, os árabes; e, em 1072, os normandos, que ali estabeleceram a sede de um reino. Mas a história de Palermo não parou por aí: em seguida chegariam os angevinos franceses, que deixaram o território siciliano após uma grande revolta ocorrida em 1282. Os espanhóis controlaram a cidade por 300 anos e, finalmente, os Bourbons napolitanos a ocuparam até a unificação italiana.

A mescla de diferentes culturas

O encontro dessas culturas tão diferentes moldou a cidade, deu-lhe uma alma própria e influenciou profundamente sua arquitetura. Você irá deparar com uma enorme riqueza de estilos: edifícios normandos, construções com um toque mourisco ou bizantino, elaboradas igrejas góticas e, principalmente, lindas e variadas obras barrocas da época dos Bourbons.

Passeando pelas belas ruas centrais, observando os elegantes casais que passeiam de braços dados aos domingos com suas roupas de ir à missa, participando do footing da Viale della Libertà nos fins de tarde, vendo o comércio da Via Roma reabrir – e “ressuscitar” a cidade – após a sesta, ou perambulando pelo mercado Vucciria, você sentirá o charme meio provinciano que torna Palermo tão especial e diferente de qualquer outra capital regio­nal da Itália.

Palazzo Reale (Palazzo dei Normanni)

End.  Piazza del Parlamento. Apesar de o nome deste palácio fazer referência aos normandos, sua origem remonta a uma fortaleza erigida pelos árabes, chamada, na época, de “Palácio dos Emires”. Os reis normandos, que ali moraram durante muito tempo, ampliaram-no e o decoraram com motivos bizantinos. O grande Federico II da Suábia, culto e amante das artes, manteve lá sua corte. Bem mais tarde, durante a ocupação espanhola, o palácio tornou-se residência dos vice-reis que governavam a Sicília. A fachada foi refeita no começo do século XVII e, nos séculos seguintes, o palácio passou por novas alterações.

Porta Nuova

  End.  Ao lado do Palazzo Reale. Como você sabe, as cidades antigamente tinham portas… A de Palermo, de 1538, é simplesmente monumental e foi erguida para comemorar a vitória de Carlos V na batalha de Tunis. Ela tem a parte superior decorada com cerâmicas maiólicas e, em ambos os lados, telamons (grandes estátuas de figuras humanas que, no caso, são mouros vencidos na guerra).

Duomo (Catedralle)

End. Corso Vittorio Emanuele. O Duomo de Palermo foi fundado em 1184 sobre uma antiga basílica. Construído pelos normandos, passou por várias modificações e reformas, tornando-se uma verdadeira “salada arquitetônica”, cujos ingredientes são as diversas culturas e estilos da história da cidade: gótico, normando, mourisco, catalão e barroco. De inegável beleza, ele é completamente diferente de qualquer outra grande catedral italiana.

San Giovanni degli Eremiti

End.  Via dei Benedettini. A pequena igreja normanda construída em 1132 por ordem de Ruggero II tem cúpulas vermelhas abobadadas e uma torre mourisca que em nada lembram um templo católico. Nada mais natural, pois foi erguida sobre uma antiga mesquita e o rei normando contratou para a obra arquitetos árabes. Ela fica em meio a um belo e tranquilo jardim que conserva as ruínas de um claustro do século XIII, rodeado de arcos e colunas. É um dos lugares mais inusitados da Sicília!

Chiesa di Gesù

End. Piazza Casa Professa. A igreja jesuíta primitiva, construída em 1564, passou por diversas reformas e ampliações, quando ganhou duas capelas laterais. Mesmo duramente atingida pelos bombardeios aliados durante a Segunda Guerra Mundial, foi muito bem restaurada, recuperando seu estilo original. Em contraste com a sobriedade externa, seu interior, em estilo barroco siciliano, é bela e ricamente decorado com mármores, estuques, trabalhos em pedras marquetadas e, na cúpula, vitrais e afrescos.

Santa Maria dell’Ammiraglio (La Martorana

) End. Piazza Bellini.Construída em 1143 por iniciativa de Giorgio de Antiochia, almirante (em italiano, ammiraglio) da frota de Ruggero II, a igreja passou por reformas e modificações no projeto original normando-mourisco quando o barroco virou moda. Repare no delicado campanário do lado direito. No seu interior estão mosaicos originais da época de Ruggero, mostrando o rei com vestes bizantinas sendo coroado por ninguém menos que o próprio Cristo… A fundadora da ordem foi quem criou as frutti martorane, deliciosos doces típicos sicilianos feitos de pasta de amêndoas (marzipã), com formatos de frutas, pintados com tintas naturais. Santa Martorana! Deveria ser canonizada!

San Cataldo

End.   Piazza Bellini. A igreja data de 1160 e fica ao lado da Martorana. Distingue-se pela curiosa forma cúbica, com três cúpulas redondas vermelhas, de visível influência mourisca. Bem despojada nas paredes e no teto, possui, entretanto, um lindo piso coberto por mosaicos originais da época em que foi construída.

Piazza Pretoria

Essa praça barroca, quase toda ocupada por uma magnífica fonte, é a mais bela de Palermo. Uma curiosidade: a fonte foi concebida inicialmente para uma villa renascentista florentina. Comprada por uma soma astronômica, foi trazida de Florença dividida em mais de 600 peças e remontada em Palermo. Ela é toda decorada com estátuas inspiradas na mitologia greco-romana (um “nudismo” que causou furor na época…) e por esculturas que representam cabeças de animais. Em um dos lados da praça fica o Palazzo Pretorio, onde funciona a Prefeitura. Se possível, procure visitar essa praça à noite: iluminada, ela é ainda mais bonita.

Quattro Canti

O cruzamento da Via Maqueda com o Corso Vittorio Emanuele tem, nos quatro cantos, fontes e esculturas barrocas distribuídas pelos três andares das paredes de palacetes, todas elas obras do arquiteto Giulio Lasso. Ah, se todas as esquinas do mundo fossem assim! Ao lado de um dos “cantos” está a entrada da bela igreja barroca San Giuseppe dei Teatini.

Museo Internazionale delle Marionette Antonio Pasqualino

End.  Piazzetta Niscemi, 5 (Via Butera). É um engano pensar que ver marionetes é um programa apenas para crian­ças: esse museu é um dos lugares mais interessantes (e lúdicos!) de Palermo. As marionetes fazem parte das tradições e do folclore siciliano, e o museu tem um acervo de mais de três mil delas. Museo Internazionale delle Marionette Antonio Pasqualino

Galleria Regionale della Sicilia

End .Via Alloro, 4 A galeria está instalada no Palazzo Abatellis, construído no século XV, uma mistura harmoniosa dos estilos gótico-catalão e renascentista que, por si só, vale a visita. O acervo apresenta uma boa mostra de arte medieval, mármores, afrescos, cerâmicas mouriscas e espanholas e contém obras de artistas consagrados, como Domenico Gagini, Francesco Laurana e Antonello da Messina. Deste último é conhecida a Virgem da Anunciação. Repare na delicadeza dos traços, uma perfeição que, na época, poucos artistas conseguiam atingir.

Oratorio di San Lorenzo

End.  Via Immacolatella. Construída no século XII, a capela abriga no seu interior uma espetacular decoração barroca com relevos e esculturas de estuque e pó de mármore, obras do começo do século XVIII que retratam as vidas de São Lourenço e de São Francisco de Assis.

Oratorio di Santa Zita

End. Via Valverde, 3. Ao lado da igreja de Santa Zita. Foi decorada pelo mesmo artista do Oratorio di San Lorenzo, também com delicadíssimos trabalhos em estuque com cenas religiosas, putti (anjos) e uma cena de batalha naval, A Batalha de Lepanto. O oratório foi erguido para comemorar a vitória sobre os otomanos.

San Francesco di Assisi

End. Piazza di San Francesco. Nessa igreja do século XIII o destaque fica para a linda fachada. Veja a riqueza do trabalho da rosácea. O interior é simples, mas nele há belíssimas estátuas que merecem uma ­olhada.

Museo Archeologico Regionale Antonio Salinas

End.  Piazza Olivella, 24. O museu funciona num mosteiro do século XII, restaurado após os graves danos provocados pelos bombardeios aliados durante a Segunda Guerra Mundial. O acervo abrange peças produzidas por diferentes povos que colonizaram a ilha desde a Antiguidade, particularmente fenícias, cartaginesas, gregas, romanas e até mesmo etruscas. Grande parte desse rico material foi recuperado do fundo do mar por mergulhadores. A arqueologia submarina é uma atividade importante na Sicília e ainda há muito a ser descoberto.

Vucciria

 O conhecido mercado funciona na Piazza della Concordia (bem ao lado da Via Roma) e ruas adjacentes. Ele é tão tipicamente siciliano que já virou atração turística. Pitoresco, com todos os cheiros que exalam das especia­rias – algumas das quais você nunca ouviu falar –, e ruidoso (vucciria significa “vozerio” em dialeto siciliano), o lugar parece um encontro do Orien­te com o Ocidente. Perambular por ele (aproveitando para comprar temperos exóticos com os quais poderá impressionar os amigos no Brasil com seus dotes culinários…) é uma boa maneira de conhecer um pouco dos costumes locais. Há deliciosos pães e frutas secas. Há por ali pequenos restaurantes que nem nome ou placa na porta têm, frequentados por palermitanos. São muito simples, mas deliciosos.

Catacombe dei Cappuccini –

Endd. Piazza Cappuccini, 1Em mea­dos do século XVI, os monges capuchinhos fizeram uma descoberta macabra: o ambiente das galerias subterrâneas de seu convento favorecia a mumificação natural dos cadáveres de seus colegas… Desde então, até o fim do século XIX, lá foram deixados os corpos de capuchinhos e de muitos outros sicilianos – adultos e crianças –, cujas múmias estão lá até hoje. Há mais de oito mil delas! As múmias estão todas vestidas, algumas em traje de gala. As catacumbas são uma atração turística famosa em Palermo (veem-se por toda a parte cartões postais com fotos de múmias), mas evidentemente esse não é um lugar para levar crianças nem pessoas muito sensíveis.

Arredores de Palermo

Mondello

É praticamente um bairro de Palermo, a poucos quilômetros do centro. Algumas opções para chegar até lá são pegar, rumo noroeste, a estrada litorânea que começa no porto de Palermo, ou ir até o final da Viale della Libertà e seguir as placas. Se não estiver de carro, tome o ônibus 603 (que faz um trajeto um pouco mais longo, à beira-mar) ou o 806 (um percurso mais curto). A bela Mondello, que já foi muito chique no começo do século XX, quando foi construído um estabelecimento balneário em estilo art nouveau sobre as águas, é ainda hoje a praia favorita dos palermitanos. Na longa avenida que contorna a baía, entupida de gente nos fins de semana, há belas villas da Belle Époque, bares e restaurantes.

Dica de segurança: Perambular à noite pelas ruelas de Vucciria não é recomendável.

Site oficial de turismo de Palermo

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens