Palermo, Buenos Aires
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Palermo: o essencial

SoHo • Hollywood • Las Cañitas • Floralis • Parque 3 de Febrero • Jardin Botanico • Jardin Zoológico • Jardin Japonês • Planetário • Museo de Artes Plásticas Eduardo Sívori • Museo Evita Perón • MALBA – Museo de Arte Latino-Americano de Buenos Aires • Museo de Arte Decorativo de Buenos Aires • Centro Cultural Islâmico Rei Fahd.

Mapa de Palermo, Buenos Aires

Até hoje se discute se o nome desse bairro é uma homenagem à capital da Sicília ou a um dos primeiros que ali se estabeleceram, Giovanni Domenico Palermo, um siciliano. O lugar, na época uma região pantanosa e pouco valorizada, converteu-se num bairro residencial cheio de jardins, com uma imensa área verde, largas avenidas e belas mansões, depois que Rosas, o Governador da Província de Buenos Aires, passou a habitá-lo.

Palermo é um bairro extenso que compreende denominações diversas em áreas cuja divisão não é bem definida. Por vezes esses nomes são mais devidos a modismos do que a limites reais. Palermo Chico (“Pequeno Palermo”), projetado pelo paisagista franco-argentino Charles Thays no começo do século XX, é uma zona de residências luxuosas, embora ali fique também o imperdível MALBA. Palermo Viejo (“Velho Palermo”), ao redor da Plaza Itália, divide-se em duas áreas separadas pelos trilhos do trem. Palermo SoHo é ao mesmo tempo o lugar onde se concentram restaurantes, bares e casas noturnas e reduto dos alternativos, inclusive artesãos chiques. Já o local frequentado pelo pessoal que atua no ótimo cinema argentino é conhecido como  Palermo Hollywood. Possivelmente, se em algum canto de Palermo vierem a se reunir músicos eruditos, o lugar passará a ser conhecido como Palermo Viena, e se alguém começar a criar cangurus, vai virar Palermo Austrália…

A sucessão de parques, jardins e bosques de Palermo começa em Palermo Chico, perto da Recoleta, a leste, e se estende até o Rio de la Plata.

Atrações

Palermo SoHo

A região da Plaza Julio Cortázar (ou Serrano), no cruzamento da Honduras com a Jorge Luis Borges, é conhecida como Palermo SoHo, numa alusão ao SoHo novaiorquino. La placita, rodeada de restaurantes, bares, cafés, ateliês e butiques de moda de vanguarda, é o centro do agito, que se estende madrugada adentro. Deixe a visita da região para o final da tarde ou a noite (as lojas só abrem depois do almoço e permanecem abertas até de madrugada.) Nos finais de semana, artistas expõem suas obras numa feira ao ar livre. É no SoHo que ficam as pasajes Cabrera, Russel, Santa Rosa e Soria, travessas da Borges e da Serrano.

Palermo Hollywood

 Essa região, no quadrilátero formado pelas ruas Dorrego, Fitz Roy, Cabrera e Costa Rica, é um lugar de bares abertos para o happy hour, restaurantes de cozinha criativa e lojas de roupas transadas. À noite suas danceterias lotam. Na Av. Córdoba  ficam outlets de grifes famosas de roupas e artigos de couro.

Las Cañitas

Buenos Aires é uma cidade novidadeira. Próxima aos belos parques de Palermo, uma micro região  está se tornando badalada: Las Cañitas, entre as ruas Baéz e  Migueletes, onde butiques, restaurantes, sorveterias e lojas atraem um público relativamente jovem, beirando os trinta anos. Ali, como acontece com Palermo Soho e Hollywood, o buxixo se estende até o dia clarear.

Floralis

Pl. Naciones Unidas. O arquiteto Eduardo Catalano foi o generoso doador da escultura Floralis Generica, uma imensa obra de metal em forma de flor, cujas pétalas se abrem e se fecham conforme a hora do dia.

Parque 3 de Febrero

Criação do paisagista franco-argentino Charles Thays, o parque que data de 1875 foi inspirado no Bois de Boulogne de Paris. Passear por ele é um programa que não se deve perder. O parque tem recantos encantadores, como o Jardín de los Poetas, o Pátio Andaluz e o Jardín de las Rosas (El Rosedal), um roseiral com quase 1.200 diferentes espécies. Elegante, com lagos por onde deslizam pedalinhos e aves aquáticas e decorado com estátuas, ele é cheio de pequenos caminhos arborizados entre gramados e canteiros e realmente lembra os belos parques parienses. Nos finais de semana, o parque recebe famílias, casais, grupos de amigos e mesmo pessoas desacompanhadas que chegam para caminhar, fazer ginástica, andar de bicicleta ou tomar sol.

Jardin Botánico

Av. Santa Fé esq. c/ Av. Las Heras. Obra do paisagista Charles Thays, o Jardin Botânico de 80.000m² começou a ser construído em 1892 e reúne aproximadamente 5.500 tipos diferentes de espécies vegetais. Com espelhos d’água e arvoredos, é uma ilha de tranquilidade; um agradável refúgio nos dias quentes do verão portenho.

Jardin Zoológico

Av. Sarmiento esq. c/ Av. Las Heras.Programão para crianças e adultos. Grande variedade de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis de diversas partes do mundo. Pinguins, tubarões, lobos marinhos e outros animais incomuns nos zoológicos brasileiros, como o urso polar e o canguru, são algumas das maiores atrações. O bem cuidado zoológico portenho possui aspectos arquitetônicos criativos, como a casa dos elefantes, que imita um templo hindu.

Jardin Japonés

Av. Carlos Casares esq. c/ Figueroa Alcorta. Foi oferecido à cidade pela comunidade japonesa (menos expressiva do que a de cidades brasileiras como São Paulo). Bem conservado, possui cascatas, arbustos podados, arranjos de pedras, laguinhos com carpas e outros detalhes do paisagismo nipônico, que une harmonia com suavidade. Tem restaurante, mas se for almoçar lá prefira um dia de semana, quando está mais vazio.

Planetário Galileo Galilei

Av. Belisario Roldán esq. c/ Av. Sarmiento. A primeira sessão do Planetário de Buenos Aires ocorreu em junho de 1967. Desde então, a abóbada onde são projetadas cerca de 8.900 estrelas tem atraído argentinos e turistas estrangeiros. Um meteorito metálico descoberto no Chaco em 1965 está em exibição na rampa de acesso ao planetário. Lá funciona um museu de astronomia onde é exibido um pedaço de rocha lunar trazido à Terra pela Apolo XI. Dê uma olhada na escultura Sorprendida, do escultor italiano Nicolás Ferrari, que fica no lago vizinho ao Planetário. O monolito vizinho é uma homenagem ao astrônomo Copérnico.

Museo de Artes Plásticas Eduardo Sívori 

Infanta Isabel, 555. As coleções deste museu são compostas exclusivamente por obras de artistas plásticos argentinos, sobretudo pintores. O enorme acervo, que inclui o principal da arte argentina desde o século XIX até a atualidade, é imperdível para os apreciadores.

Museo Evita Perón 

Calle Lafinur, 2988. Não poderia existir algo mais legitimamente argentino do que esse museu dedicado a Evita, inaugurado em  julho de 2002. É espantoso que tenha levado décadas para que surgisse em Buenos Aires um museu com esse tema – e que só exista um deles…  Com mais de uma dezena de salas de exposição, o museu é uma aula sobre a vida de Eva Duarte de sua infância até sua morte prematura aos 33 anos, no auge da glória. O acervo mostra sua máscara mortuária, roupas que pertenceram a ela, sapatos, bolsas, objetos pessoais e os originais de seu livro La razón de mi vida. Fotos e frases suas estapam as paredes do imóvel. O museu funciona em um palacete do começo do século XX, que foi utilizado como albergue de passagem para mulheres das províncias argentinas que desembarcavam desamparadas em Buenos Aires.

Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA)

  Av. Figueroa Alcorta, 3415.  Inaugurado em 2002, o MALBA é voltado inteiramente para a arte latino-americana moderna e contemporânea (do começo do século XX até os dias de hoje). Sua coleção permanente, uma das mais importantes do mundo desse gênero de arte, imperdível para os apreciadores, inclui obras de artistas como Diego Rivera e Frida Kahlo e os brasileiros Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Lígia Clark e Tarsila do Amaral. Aliás, é lá que está O Abaporu. O museu funciona em um edifício especialmente concebido para abrigá-lo, de arquitetura clean e funcional, que valoriza a iluminação natural, criando um ambiente perfeito para se admirar as obras. Malba

Museo Nacional de Arte Decorativo 

Av. del Libertador, 1902. Este museu de artes decorativas não podia ter sede mais apropriada: um palacete em estilo francês do começo do século XX, classificado como Monumento Histórico e Artístico. Seu acervo engloba mais de 4.000 peças europeias e orientais, esculturas, pratarias, móveis e objetos de decoração. A coleção de miniaturas russas dos séculos XVI a XX é uma das principais atrações do museu. Confira.  Museo Nacional de Arte Decorativo

Centro Cultural Islâmico Rei Fahd

Av. Bullrich,  55. Mulheres, ajustem-se aos costumes islâmicos: saias abaixo dos joelhos e nada de decotes ousados).  Centro cultural árabe com arquitetura típica: minaretes e pátios com fontes. Um cenário no mínimo inusitado em uma metrópole latino-americana!

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