Os jesuítas na Argentina
Missões jesuítas na Argentina
Missões jesuítas na Argentina

 

Os jesuítas na Argentina

Os jesuítas não se limitaram a evangelizar os guaranis, mas também lhes transmitiram conhecimentos práticos de construção civil, medicina, agricultura, pecuária e atividades manufatureiras. Embora respeitassem os cerimoniais e a estrutura familiar e tribal dos guaranis, os jesuítas combateram a poligamia e a antropofagia e fizeram com que passassem a usar roupas. Cerimônias matrimoniais eram realizadas observando-se rituais guaranis e católicos, sendo que os recém-casados recebiam moradia e terra para cultivo. A aceitação do sincretismo religioso pelos jesuítas acabou por prejudicar a imagem da ordem.

A administração das missões

A administração realizada pelo Cabildo (grosso modo, a Prefeitura das reduções) incluía sacerdotes e caciques eleitos pelos índios. As terras cultivadas eram divididas em diferentes áreas: a terra de Deus (as melhores; afinal, Deus é Deus…) e a comunal eram trabalhadas pela comunidade, mas pequenos lotes eram destinados ao sustento das famílias. No caso de haver excedentes, estes eram encaminhados a silos comunitários para serem comercializados ou servir como reservas. Os rendimentos das terras de Deus serviam para manter a igreja local, a escola e o hospital. Os proveitos obtidos nas terras comunais destinavam-se a pagar a Fazenda Real Espanhola e a criar estoques de alimentos para anos de colheita insuficiente.

Uma farta produção agrícola

Cultivava-se cana de açúcar, milho, algodão e erva mate, a principal cultura de exportação. As terras também eram utilizadas para a criação de gado, destinada ao suprimento de carne para comunidade e à produção de couros crus e trabalhados, transportados por via fluvial para Buenos Aires.

O trabalho comunitário de seis horas diárias

O trabalho comunitário obrigatório era de 6 horas diárias, metade do tempo exigido nas encomiendas (terras cultivadas pelos brancos onde os índios trabalhavam como escravos), cuja produtividade agrícola era largamente superada por aquela das Missões.
Mas o sucesso das Missões foi, paradoxalmente, sua ruína, já que a riqueza acumulada pelos jesuítas (é fabulosa quantidade de ouro e prata que se vê até hoje nas antigas igrejas jesuítas da América e da Europa) despertou a inveja e a cobiça das autoridades coloniais.

Os jesuítas e a corte lusitana

Eles se tornaram um problema, digamos assim, ideológico para a Coroa Portuguesa, pois queriam catequizar os índios, mas não aceitavam escravizá-los. Historiadores de diferentes tendências políticas têm opiniões divergentes sobre os jesuítas na América. Houve abusos cometidos pelos padres? Certamente, mas a obra jesuítica em seu conjunto teve mais aspectos positivos do que negativos e em certos aspectos bateu de frente com as alas mais conservadoras da Igreja daquela época. Basta ler Padre Vieira (embora nem todo jesuíta pensasse como ele). Ou seja, os jesuítas eram muito mais “do bem” do que os capitães do mato (também cristãos..), que queriam escravizar os índios.
Os jesuítas foram expulsos da América em 1759 e, embora a escravidão de nativos fosse abolida pelo Marquês de Pombal, os ameríndios continuaram a ser escravizados e caçados até sua quase extinção.

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