Os argentinos

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Os Argentinos, los hermanos

Diversamente das demais nações latino-americanas (com exceção do Uruguai), a Argentina é um país cuja população tem origem acentuadamente européia, de ascendência principalmente espanhola e italiana.

Oficialmente, de acordo com dados da Embaixada da Argentina no Brasil, 85% do povo é “branco”, 10% é mestiço e 5% é composta por índios e pessoas de outras origens, o que inclui os afrodescendentes. Isso é menos visível em Buenos Aires, mas quando se visita o país dá para perceber que a miscigenação é maior do que consta das estatísticas oficiais. Acontece que pessoas com uma boa dose de sangue índio são classificadas como “brancos” mas, (como acontece com mestiços de negros no Brasil), não são tão “brancos” assim.

A pequena quantidade de índios “puros” ainda existente vem não apenas da mestiçagem iniciada nos tempos coloniais, mas também do fato que em nenhum outro país, exceto talvez nos Estados Unidos, e em parte no Brasil, ocorreu uma “limpeza étnica” das populações nativas tão eficiente quanto na Argentina.

População de origem índia: mais concentrada no Noroeste Argentino

Hoje, a população de origem índia pouco ou nada miscigenada é encontrada principalmente nas regiões andinas, no norte do país. Na Província de Jujuy, por exemplo, onde uma expressiva parcela da população tem nítidos traços índios e a cultura local possui uma forte influência aymara, você tem mais a impressão de estar na Bolívia do que na Argentina.

A imigração europeia

Não se pode esquecer que entre 1850 e 1950, além de espanhóis e italianos, a Argentina recebeu imigrantes alemães, ingleses, poloneses, suíços e franceses, bem como judeus vindos de diferentes países, dentre outros europeus. Do Oriente Médio, vieram sírios e libaneses; e mesmo da Ásia chegaram imigrantes oriundos do Japão. Atualmente, os imigrantes na Argentina têm outro perfil: são sobretudo peruanos, paraguaios e bolivianos à busca de trabalho e de melhores condições de vida.

Brancos, mais ricos e cultos do que povos das demais nações sul-americanas, mestiços de índios e negros, os argentinos (e, em particular, os portenhos) sentiram-se durante muitos anos os “europeus” da América do Sul.

Buenos Aires, a primeira grande metrópole moderna sul-americana

Afinal, a única cidade sul-americana com um padrão de vida similar ao das metrópoles europeias era Buenos Aires. Quando, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o transporte urbano se limitava a bondes puxados por burros, os portenhos já tinham metrô.

Nas últimas décadas, porém, esse quadro foi mudando. Brasil e Chile cresceram e modernizaram-se bastante, melhorando a qualidade de vida da população, enquanto sucessivas crises econômicas empobreceram o país vizinho.

Esses ares de superioridade (em boa parte mais um mito do que realidade) são, diga-se de passagem, muito mais portenhos (de Buenos Aires) do que argentinos; a população do interior também reclama dos porteños que, por sua vez, a considera “provinciana”, para não dizer, “caipira”. Explica-se: Buenos Aires é a única verdadeira metrópole do Argentina e produz 75% da riqueza nacional! É o lugar onde tudo acontece, onde se concentram a vida política e cultural do país, onde ficam as principais universidades, as lojas mais elegantes, o que a Argentina tem de mais moderno e rico.

É certo que correm entre os brasileiros piadas do tipo: “Papá, yo soy muy orgulloso de vós.” “Porque, mi hijo?” “Por tener un hijo como yo!”… Mas há um enorme exagero em tudo isso. A esmagadora maioria dos argentinos, seja em Buenos Aires ou no interior do país, é gente fina. Quem os conhece sabe disso. Não nos incomoda que tenham orgulho de seu país. Eles têm boas razões para isso. E, afinal, nós também, do GTB, temos orgulho de sermos brasileiros.
Na verdade, não há outro povo no mundo que mais se pareça com o brasileiro (sobretudo o do sul e o do sudeste, de origem italiana). Os argentinos são nossos hermanos ou, quem sabe, nossos fratelli!

Os argentinos, o contato humano

O contato humano, diferencial importante para aqueles que, ao visitar um país, querem mais do que ir a um museu ou admirar uma paisagem, é enriquecedor na Argentina. Os argentinos, como os brasileiros, adoram charlar (conversar). Para bater um ótimo papo com eles, bastam duas coisas: 1) falar um portunhol sofrível; 2) não lembrá-los de que nosso fútbol és mejor.

Se por acaso você tiver amigos por lá e for convidado para uma festa, verá que não há muita diferença entre o comportamento social dos argentinos e dos brasileiros. Você poderá notar, eventualmente, que são ligeiramente mais formais que nós.

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