Opéra e Grands Boulevards
Opéra, Paris
Opéra de Paris

 

Opéra e Grands Boulevards: um bairro animado e comercial

• O lindo prédio da Opéra Garnier • As passages (galerias cobertas) Jouffroy, Verdeau, des Panoramas e des Princes • O famoso Museu de Cera Grévin • Os grands magasins Galeries Lafayette e Printemps • Os tradicionais Grand Café e Café de la Paix

O bairro de vocação comercial, que tem no extremo oeste a famosa Opéra Garnier, deve seu nome aos “grandes bulevares”, na verdade uma única avenida que começa na Place de la Madeleine e vai até a Place de la République, na região leste de Paris, mudando de nome seis vezes: Bd. de la Madeleine, Bd. des Capucines, Bd. des Italiens, Bd. Montmartre, Bd. Poissonnière, Bd. de Bonne Nouvelle e Bd. St-Martin. Ufa!

Mapa de l’Opéra e região

As origens dos Grands Boulevards

A origem dos boulevards é interessante: a partir de 1660, as antigas muralhas que cercavam Paris ao norte se tornaram inúteis, em parte em razão das vitórias obtidas por Luís XIV contra seus inimigos externos, em parte pelo poderio crescente das novas armas de fogo. Demolidas, as muralhas foram transformadas em alamedas arborizadas – os boulevards.

A pavimentação dos boulevards e a iluminação a gás

Embora fossem pavimentados desde a década de 1780, os boulevards, que até então ficavam praticamente na periferia de Paris, foram urbanizados na segunda década do século XIX por Haussmann, que introduziu a iluminação a gás e propiciou o crescimento comercial da região. O bairro foi se tornando elegante. Datam desse período luxuosas residências, teatros, cafés e passages. Estas últimas, numa Paris ainda cheia de lama nos dias chuvosos, foram a coqueluche do momento; por serem calçadas e iluminadas, serviam de abrigo da chuva, frio e neve, e seus cafés e restaurantes eram pontos de encontro agradáveis. A região desenvolveu-se tanto nesse período que há registros do aumento do trânsito diário no Bd. des Capucines de 9 mil veículos, em 1850, para 23 mil, em 1868. Estamos falando do número de veículos puxados por cavalos, é claro; automóveis não existiam!

Os cafés famosos

Ainda no século XIX, foram inaugurados nos grands boulevards e suas imediações diversos cafés, entre eles o Grand Café e o Café de la Paix, frequentados à época por Guy de Maupassant e Émile Zola. Também data dessa época o grand magasin Au Printemps, perto da Ópera. Bem ao lado, as Galeries Lafayette são do começo do século XX.

Do Segundo Império à Belle-Époque

Mais que qualquer outra região de Paris, os grands boulevards foram marcados pelas reformas do Segundo Império e pelas novidades da Belle Époque. No nº 14 do Bd. des Capucines, no Grand Café, no final do século XIX, foi aberta a primeira sala de cinema do mundo. A moda pegou e, nos anos seguintes, novas salas de projeção foram inauguradas. Até hoje existem vários cinemas no bairro, entre eles o famoso Rex. A animação, os cafés, as salas de cinema, de teatro e de espetáculo fizeram de muitos parisienses verdadeiros fãs do bairro e deram origem até mesmo a uma expressão para designar o espírito do lugar: boulevardier.

A região hoje

Atualmente, a região da Opéra e dos grands boulevards continua sendo um dos lugares mais movimentados da cidade. O comércio é variadíssimo. Existem, além dos grands magasins, muitas lojas frequentadas principalmente por turistas, onde se encontra de tudo. Diversão não falta, bem como bons cafés e restaurantes, mas as antigas passages continuam sendo lugares perfeitos para quem quer fugir da agitação.

Atrações, dicas

Opéra Garnier

End. Pl. de l’Opéra.  Durante as reformas promovidas pelo Barão de Haussmann, foi aberto um concurso para o projeto da nova ópera da cidade. O ganhador foi Charles Garnier, um jovem arquiteto até então desconhecido, que criou, mais do que uma obra-prima arquitetônica, um dos monumentos-símbolo de Paris. A construção da Opéra durou de 1860 a 1875 e tornou Garnier famoso. O prédio da Opéra, conhecido também como Palais Garnier, é exuberante, bem ao gosto do Segundo Império, e seu estilo peculiar, não se enquadrando na época em nenhum padrão já existente, foi definido pelo próprio arquiteto como “estilo Napoleão III”. Site:  Opéra Garnier

A sala de espetáculos, toda em vermelho e dourado, é o ponto alto da visita. Seu teto, pintado por Marc Chagall, tem no centro um gigantesco lustre de cristal de oito toneladas. Foi no prédio da Opéra que Gaston Leroux se inspirou para criar o clássico O Fantasma da Ópera. A plateia da Opéra Garnier pode acomodar 1900 pessoas; à primeira vista, pode parecer muito, mas ela é bem menor que a Opéra Bastille. Hoje em dia, o palco por onde já passaram cantores líricos do gabarito de Maria Callas (que fez sua última apresentação ali) apresenta principalmente balés. O museu da Opéra tem uma coleção de maquetes de cenários do século XIX e pinturas inspiradas na dança, entre elas Danceuse s’exerçant au foyer, de Degas.

Passages (Galerias)

Na região dos grands boulevards ficam algumas das mais encantadoras passages (galerias) da cidade, no estilo característico do final do século XIX e começo do século XX. Se você quer ter uma ideia do jeitão de Paris na Belle Époque, visite uma delas; a maioria se conserva como era em seu tempo, com seus telhados e lampiões da época da iluminação a gás. O ambiente também é peculiar, diferente de tudo o que você imagina; parece que a qualquer momento você vai dar de cara com a Sarah Bernhardt saindo de um café!

Passage Jouffroy

 Começa no no 10 do Bd. de Montmartre e termina na rue de la Grange Batelière. Foi construída em 1847 e, no final do século XIX, seus cafés eram frequentados por moças muito disponíveis e caras. Hoje isso acabou e seu comércio é bem variado e muito interessante: lojas de antiguidades, sebos, fotos e aparelhos fotográficos antigos, gravuras, artigos para bordados, selos, pôsteres antigos, cartões postais de coleção, brinquedos novos e antigos, artigos para casa, roupas, salão de chá e até um hotel bem no estilo Art Nouveau, o Chopin. É nela que fica o Museu de Cera Grévin.

Passage Verdeau

Do outro lado da rue de la Grange Batelière, bem em frente a onde termina a Jouffroy, começa a Passage Verdeau, da mesma época e estilo. Seu maior charme são as lojas de instrumentos musicais e máquinas fotográficas antigos.

Passage des Panoramas

 É também do século XIX, fica em frente à Jouffroy, no Bd. de Montmartre, do outro lado da rua. Ela tem também restaurantes, cafés e butiques, mas sua especialidade são as lojas de selos que fazem a alegria dos colecionadores. Entre o Bd. des Italiens, na altura do no 5, e a rue de Richelieu, fica a Passage des Princes, construída em 1860 e restaurada no começo do século XXI.

Musée Grévin

 End. 10, Bd. de Montmartre (passage Jouffroy) Apesar do nome, o Grévin não tem propriamente cara de museu e é um lugar bem divertido. Sua origem é um museu de cera fundado em 1882, por inspiração de um criativo jornalista que contratou o escultor e chargista Alfred Grévin para reproduzir em tamanho natural celebridades da época. Com o passar das décadas, o museu foi crescendo e se atualizando; nele estão retratados centenas de personagens históricos, artistas, esportistas etc. Gente famosa, enfim, de Luís XIV a Elvis Presley. As reproduções de cenas históricas são bem realistas, com muito cuidado nos cenários e nas vestimentas. Há uma certa rotatividade nos personagens mais recentes; talvez porque, a cada dia que passa, a teoria de Andy Warhol sobre os quinze minutos de fama seja mais verdadeira… Site: Musée Grévin

Musée de la Parfumerie

End. 39, Bd. des Capucines Que outro lugar do mundo seria mais adequado para um museu da perfumaria que Paris? Esse museu, criado e mantido pela marca Fragonard, retrata a história da perfumaria desde a época dos egípcios até os dias atuais, mostrando as matérias-primas de onde são extraídas as essências, as técnicas de fabricação e objetos e pinturas sobre esse tema. Site: Musée de la Parfumerie

Paristoric

11 bis, rue Scribe. Quem se interessa pela história da cidade ou simplesmente quer saber um pouco mais sobre Paris vai gostar de assistir a este audiovisual muito bem-feito que mostra o desenvolvimento da cidade, sua história, sua arquitetura e seus personagens nos últimos dois milênios. A narração é feita com fones de ouvido, em várias línguas, inclusive em português. Site: Paristoric

Le Grand Rex

End. 1, Bd. Poissonnière. Construído em 1932, o Rex é o maior e talvez o mais famoso cinema da Europa, o delírio dos cinéfilos, um ícone da época em que a sétima arte concentrava todos os sonhos e fantasias da classe média (ainda não existia a novela das oito!). Ele é hoje classificado como monumento histórico com sua fachada Art Déco e sua cúpula estrelada. O Grand Rex, como é conhecido, tem lugar para nada menos do que 2800 pessoas distribuídas entre a plateia, o mezanino e o balcão (mais do que a moderníssima Opéra Bastille). O Rex abre ao público seus bastidores por meio de uma inusitada visita interativa cheia de efeitos especiais, chamada Les Étoiles du Rex (“As Estrelas do Rex”). Mesmo que você não entenda nada de francês, é divertido, mas se entender, vai aproveitar mais. É desaconselhável para crianças muito novas, pessoas com dificuldade de locomoção ou que sofram de labirintite ou problemas neurológicos. O único defeito dessa visita é que ela não inclui a famosa sala de espetáculos; para conhecê-la, é preciso assistir ao filme que estiver em cartaz. Confira a programação. Site: Le Grand Rex

Grands Magasins

 No Bd. Haussmann estão dois dos mais famosos grands magasins (lojas de departamentos) parisienses: o Printemps e as Galeries Lafayette. Ambos têm um intenso movimento de pessoas do mundo inteiro, que fazem filas diante de seus balcões, sobretudo nas seções de perfumes. Independente de sua intenção de comprar alguma coisa ou não, vale a pena dar uma olhada nesses templos do consumo instalados em lindos prédios Art Nouveau; não há nada mais parisiense! O Printemps tem uma enorme e imponente cúpula central com vitrais coloridos no seu agradável café, o Flo. Seu terraço tem uma vista maravilhosa da cidade e quem gosta de moda pode ainda assistir a um desfile. A arquitetura interior das Galeries Lafayette é interessante e lá também há uma linda cúpula da Belle Époque.

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