O palácio Topkapi, Istambul
Palácio de Topkapı, Istambul, Turquia
Palácio de Topkapı, Istambul, Turquia

O Palácio Topkapi

Por Cynthia Feliciano

O Topkapi, construído por ordem de Fatih Mehmet em 1475 foi residência dos sultões otomanos, Amplo e muito bonito, completamente diferente dos palácios que vemos na Europa, onde todas as alas principais fazem parte de um único prédio, o Palácio Topkapi tem jardins que separam um conjunto de cômodos de outro.

Localização do Palácio Topkapi

O conjunto é circundado por muralhas e tem o dobro da área do Vaticano. A maioria dos prédios foi destruída em diversos grandes incêndios e terremotos ocorridos nos séculos XVI e XVII, mas reconstruídos e restaurados posteriormente.

O palácio abriga uma coleção de tesouros dos sultões otomanos, além de vestes antigas e pertences de Maomé (em árabe, Mohammed). O acervo é permanentemente vigiado por um guarda de turbante sentado dentro de uma pequena cabine rezando o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos. Na sala principal vemos a espada de Maomé, o molde em bronze da pegada de seu pé e fios de cabelos e de barba que seriam do profeta. Existe ainda, atrás de uma porta de vidro, um caixão contendo outros pertences de Maomé que, durante o Ramadã, é aberto e exposto a visitação pública.

Vídeo sobre o Palácio Topkapi, em Instambul

Maomé, que nasceu em Meca, foi o criador da fé que modificou o destino do povo árabe. Tendo ficado órfão muito cedo, para ganhar a vida virou pastor e depois condutor de camelos. Aos vinte e cinco anos, casou-se com Cadidja, uma viúva rica, e transformou-se em um abastado comerciante. De natureza altamente emocional, dizia ter visões que lhe chegavam do céu.

Na religião fundada por Maomé, que recebeu o nome de islamismo (que, em árabe, significa “abandono à vontade de Deus”), era permitida a poligamia e exigia-se do crente que fizesse cinco preces diárias, que desse esmolas aos pobres e que guardasse total abstinência durante o mês sagrado do Ramadã. O islamismo, que nos primeiros tempos era um credo democrático e tolerante, tornou-se posteriormente uma religião guerreira e passou a admitir que a espada fosse a chave do paraíso. Todo aquele que, em nome de Alah, caísse no campo de batalha, teria os pecados perdoados.