Fotografia em viagem

Dicas sobre fotografia em viagem

Colaboração de Ana Gonçalves

•  Há pequenos truques que podem ajudá-lo a obter boas fotos durante sua viagem. Se você não tem nenhuma pretensão além de ter um suvenir, fotografe como quiser. Porém, se deseja fazer fotos turísticas, mas minimamente criativas e interessantes, evite retratar pessoas alinhadas na frente de monumentos, fazendo aquela insosa “cara de paisagem”: Luizinho, tia Zuzu e tio Deoclésio na frente da Torre Eiffel; Tio Deoclésio abraçando tia Zuzu na frente da Mona Lisa…

• Sem deixar de incorporar as paisagens locais, tente captar momentos da viagem, o “aqui e agora”, expressões dos viajantes: o ar de satisfação de sua namorada ao experimentar um bom vinho; um sorriso, um olhar distraído, a alegria de seus amigos durante um passeio de barco; seu marido conversando com alguém do lugar; o interesse de seu filho ao olhar um pescador etc.

•  Não é demais lembrar: o uso de máquinas fotográficas e filmadoras muitas vezes incomoda. Muitos povos não gostam de serem fotografados ou filmados em nenhuma circunstância. Fazer um contato inicial e pedir licença pode ajudar. Se conseguir essa aprovação, tente um close de rosto ou capte a atividade da pessoa: um artesão no seu ateliê, uma rendeira tecendo.

Cuidados com o equipamento

•  Não exponha sua câmera a temperaturas altas, esquecendo-a no banco do carro ao sol de 40ºC ou em lugares úmidos.

• Proteja sua máquina fotográfica da poeira, areia, chuva, neve e esbarrões. Se não tiver um estojo apropriado (vendido em boas lojas de material fotográfico), leve consigo um saco plástico ao sair do hotel com ela. Na praia, tire-a da “embalagem” somente na hora de fotografar.

• Limpe as lentes com um pincel macio que não solte cerdas, evitando passar flanelinhas, paninhos ou algo do gênero. Ao fotografar num rio, perto de uma piscina ou na praia, cuidado: se a máquina cair na água, pode dar adeus a ela e comprar uma nova.

• As máquinas digitais, que até há alguns anos eram vistas com certo desdém pelos amantes da fotografia, têm hoje cada vez mais capacidade e recursos, como zoom poderoso, flash e filtros. Leves e pequenas, as máquinas digitais têm como maior vantagem tirar fotos com menos luz sem necessidade de tripé, não exigir filmes e apresentar o resultado na hora: se não saiu bom, basta deletar e tirar outra.

•  Se você não fizer questão de imprimir suas fotos, optando por visualizá-las apenas no computador, mandar por e-mail para amigos etc., uma velha  máquina pouco potente dá perfeitamente conta do recado. Para tirar fotos em alta resolução, que você queira ampliar, usar para fins profissionais ou simplesmente imprimir com ótima qualidade, escolha uma máquina com capacidade suficiente. O fato é que máquinas digitais estão cada vez mais potentes e melhores.

•  Nesse caso, deverá ter consigo cartões de memória também poderosos, que aliás estão se tornando cada vez mais comuns.  Atualmente você pode fazer um enorme quantidade de fotos com um cartão. Aliás, assim que um cartão estiver cheio, passe para um lap-top. Ou melhor, faça-o quando já tiver um certo número de fotos. Se algo acontecer com sua máquina, se ela for roubada, por exemplo, você terá preservado as fotos já tiradas.

• Lembre-se também de carregar a bateria de sua máquina digital ou celular.  Não há nada pior do que estar num lugar lindo, com a máquina na mão e sem bateria para fotografar.  É importante levar o carregador, que geralmente é bivolt.

• Se sua máquina é bi-reflex tenha cuidado com o fenômeno da paralaxe, ou seja, há uma diferença entre o que você vê e o que a objetiva vai registrar. A maioria das câmeras possui um quadrinho marcado em preto que você vê quando focaliza algo; esse quadrinho é a indicação da correção dessa diferença.

• Não entorte a máquina achando que vai fazer uma obra de arte, principalmente para fotografar edifícios. O resultado final pode ser a impressão de que tudo está caindo. O único edifício que pode aparecer torto nas suas fotos é a Torre de Pisa.

• Sua máquina pode captar apenas uma parte daquela linda paisagem que está diante de você. Observe no visor o que sua objetiva comporta e fotografe aquilo que for mais interessante. Quem quer captar tudo acaba não captando nada.

• Tome cuidado com a incidência da luz. O ideal é que ela esteja incidindo diretamente sobre o objeto a ser fotografado. As melhores horas do dia para fotografar são pela manhã ou no final de tarde. Pela manhã, não só a luz é favorável mas também não há um bando de turistas na frente da estátua do Michelangelo… À tarde as fotos assumem uma bela coloração avermelhada.

• Fotografar um belo pôr-do-sol não tem muita graça, já que toda foto de  por do sol sai “bonitinha”… e muito parecidas! Mas ela poderá se tornar muito especial se você incluir um elemento de fundo que identifique a imagem (um barco ancorado no Sena, a torre de um castelo, o perfil de alguém etc.).

• As melhores fotos “noturnas” não são feitas à noite e sim durante o crepúsculo. Atualmente com qualquer máquina digital você consegue fotos “noturnas” razoáveis. Se conseguir um apoio para fotografar, evitando qualquer movimento, melhor ainda.

• O flash não é útil apenas à noite, para fotografar pessoas ou objetos próximos. Pode ser utilizado durante o dia para fotografar alguém que está numa sombra, em um dia muito claro. Sem usar o flash, a pessoa sairá muito escura, pois o aparelho mede a luminosidade “média” do ambiente. O flash, obviamente, só ilumina alguns metros; não serve para iluminar uma paisagem.

Ana Gonçalves, fotógrafa profissional e autora do dp guia de viagem GTB Bahia,  participou da redação deste tópico. 

Matérias Especiais

A história dos transportes em Paris | Paris e os parisienses
Praga de templário pega | O homem que vendeu a Tour Eiffel
Voo de balão sobre o santuário medieval de Rocamadour