Ferrara
Ferrara, norte da Itália
Ferrara, norte da Itália

 Ferrara, uma das mais poderosas cidades italianas entre os séculos XIII e XVI

Situada na região da Emilia-Romagna, no vale do rio Pó e dominada entre os séculos XIII e XVI pela família d’Este, Ferrara foi uma das mais poderosas cidades italianas, rivalizando com Florença, Milão e Veneza.

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 Carro

De Bolonha (42 km) pegue a A13; de Milão (258 km) ou de Florença (155 km), utilize a A1 até Bolonha, depois a A13.

Trem

Há trens de Milão (3h), com baldeação em Bolonha. De Bolonha há trens diretos (30 minutos).

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Ferrara, uma cidade com uma história tumultuada

Apesar das sérias disputas no seio da família, que tiveram um desfecho sangrento, a cidade progrediu sob os Este, tornando-se um importante centro renascentista e humanista e sede de uma universidade desde o final do século XIV. Edifícios, palácios, igrejas, um castelo e muralhas construídas há cinco séculos para proteção contra ataques dos venezianos são parte da rica herança de seu passado, que fez com a UNESCO reconhecesse Ferrara como Patrimônio da Humanidade.

Assassinatos, intrigas e traições que marcaram os Este estão ligados à história do edifício. Nicolò III d’Este, por exemplo, não achou nenhuma graça na infidelidade de sua esposa Parisina e mandou matá-la, junto com seu amante. Um detalhe: o amante era Ugo, filho primogênito (e ilegítimo) do próprio Nicolò. A prisão onde o casal esteve detido antes da execução pode ser visitada no subterrâneo do castelo. Mais tarde, em um dos mais sangrentos episódios da história da cidade, Ercole I d’Este conseguiu proteger sua mulher e filhos na fortaleza, saindo vitorioso de uma violenta revolta popular liderada por seu sobrinho. Afonso I d’Este foi casado com a famosa Lucrécia, de reputação bem conhecida, filha do Papa Alexandre VI, o Bórgia de triste memória. Escapou com vida desse casamento (no que deu sorte, considerando a fama da família da noiva). Sem herdeiros do sexo masculino, Alfonso II d’Este foi forçado a ceder seu território para a Igreja e exilou-se em Modena em 1598.

Pontos Turísticos

Castello Estense

End. Largo Castello, 1. Poucos castelos europeus têm uma história tão conturbada quanto o Estense, construído em 1385 a mando do governante Nicolò d’Este, que precisava se proteger não só dos ataques de cidades vizinhas mas também das revoltas do faminto e sofrido povo de Ferrara. Dentro das muralhas da cidade, onde originalmente havia uma antiga torre de defesa, foi erguida uma maciça fortaleza que tornou-se símbolo do poder ao mesmo tempo opressivo e criador da família que dominou Ferrara durante séculos.  O castelo foi então residência de cardeais que administraram Ferrara durante todo o período do domínio papal, até cair nas mãos de Napoleão e, mais tarde, dos austríacos. Visitar o Castelo Estense é interessante não só pelos episódios que tiveram lugar ali, mas pela imponência e beleza do edifício. A austeridade das torres e dos fossos contrasta com o interior, decorado com requinte, onde afrescos adornam paredes e tetos e podem ser vistos trabalhos de renomados artistas renascentistas. Merecem destaque a Sala dei Giochi, a Saletta dei Giochi, a Sala dell’Aurora e o Salone d’Onore. ite: Castello Estense

Cattedrale

End. Piazza della Cattedrale. Construída em 1135 em estilo gótico-românico, no local onde já existia uma igreja dedicada a São Jorge, a catedral passou posteriormente por muitas reformas e no início do século XV ganhou um campanário que nunca foi completamente terminado. O que mais chama a atenção, no exterior, é a linda fachada, onde se vê uma estátua de São Jorge, e, no interior, o afresco Juízo Universal, de Bastianino, inspirado no Juízo Final pintado por Michelangelo na Capela Sistina. Na igreja de San Romano, ali perto, funciona o museu da catedral.

Palazzo dei Diamanti

End. Corso Ercole I d’Este, 21. O preço do ingresso e o horário de funcionamento variam de acordo com a exposição em curso. A fachada desse palácio construído no final do século XV é formada por 8.500 blocos de mármore facetados como diamantes. Nele funciona a Pinacoteca Nazionale, com obras de artistas locais dos séculos XIII ao XVIII.
Outras atrações do centro histórico Ferrara tem ainda em seu centro histórico ruas medievais (Via San Romano, Via Delle Volte, Corso Ercole I d’Este e outras), com arcadas, belos edifícios, passagens cobertas e um grande número de prédios e palácios renascentistas.

Palazzo Schifanoia

End. Via Scandiana, 23) Residência de férias da família d’Este, os afrescos do Salone dei Mesi impressionam por suas representações de cada mês do ano, pintados por vários artistas da escola de Ferrara. O palácio abriga o Museo Civico di Arte Antica, que possui uma grande coleção de moedas, medalhas e peças de bronze antigas, dentre outras coleções.

Palazzo Ludovico

No palácio de Ludovico, il Moro, também conhecido como Palazzo Costabilli (<end./> Via XX Settembre, 124), funciona um museu arqueológico com peças etruscas.

Palazzina di Marfisa d’Este

nd. Corso Giovecca, 170) É um palacete residencial transformado em museu, construído no final do século XVI por Francesco d’Este, filho de Alfonso I e Lucrecia Bórgia. O edifício foi herdado por sua filha Marfisa, que se recusou a exilar-se em Modena com a família após a tomada de Ferrara pelo papa.

Palazzo Massari

End. Corso Porta Mare, 9) abriga três museus de arte: o Giovanni Boldini, o dell’Ottocento Ferrarese e o d’Arte Moderna e Contemporanea “Filippo De Pisis”.

Casa Romei

Outro museu instalado em uma antiga residência é a Casa Romei (<end./> Via Savonarola, 30), do século XV, em estilo renascentista, extremamente bem conservada. A casa pertenceu ao banqueiro Giovanni Romei, que foi casado com uma d’Este.

Certosa

Na Certosa di Ferrara (<end./> Via Borso, 50), além da curiosidade de conhecer um local habitado por monges enclausurados, construído no começo do século XVI, pode-se ver belas esculturas nos túmulos de antigos (e ricos!) moradores da cidade.

Sinagogas

O papel de destaque que a comunidade judaica sempre representou na cidade é demonstrado nas sinagogas e no Museo Ebraico (<end./> Via Mazzini, 95). Quem se interessa pelo tema deve ter visto “O Jardim dos Finzi-Contini”, filme dirigido por Vittorio de Sica, que aborda a situação dos judeus italianos durante o fascismo: a história se passa em Ferrara.

Site oficial de turismo de Ferrara.

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