Dicas sobre a visita a Machu Picchu
Construções incas em Machu Picchu, no Peru
Dicas sobre a visita a Machu Picchu

A visita ao sítio arqueológico de Machu Picchu

Mapa de Machu Picchu

O que você deve levar consigo 

Para quem sai de Cusco pela manhã, a visita a Machu Picchu implica em acordar muito cedo, quando o frio é bravo, e tomar o trem usando gorro de lã, pulôver e casaco. No inverno, luvas inclusive, possivelmente!

Entretanto, a temperatura vai aumentando enquanto o sol vai subindo e você vai descendo centenas de metros de altitude. Ainda no trem, você percebe a mudança na temperatura. Como Machu Picchu é muito mais baixo do que Cusco, portanto mais quente, é possível, se estiver sol e dependendo da época do ano, que por volta do meio-dia, esteja fazendo calor. Bastante calor. Inclusive no inverno, por volta do meio-dia você pode passar um calorão. Portanto, por baixo de seu pulôver, casaco etc., vá de camiseta de algodão sem mangas. (Sorry, você terá que carregar casaco etc. Leve uma pequena mochila ou bolsa a tiracolo para isso e o para o restante).

Protetor solar de fator 50, no mínimo, em todas as partes expostas do corpo e chapéu ou boné que protejam a cabeça e o rosto (não o gorrinho de lã, que você não suportará colocar na cabeça) são indispensáveis em qualquer época do ano, para todos!

Calçados devem ser tênis ou outros calçados muito confortáveis e de solado de borracha. (Nem pensar em salto, saltinho, nem em nada parecido, mulheres!) Sandálias, só se forem com sola de borracha e que fiquem firmemente presas nos pés. Nada de havaianas, evidentemente.

Água mineral é essencial.

Obviamente sua câmera, filmadora e/ou smartphone (com bateria carregada!) para todas as fotos e vídeos que você tiver vontade. Serão muitos, garantimos.

Lanches para comer durante a ida e a volta, no trem, são outro item importante. A não ser que você tome trem da classe mais luxuosa, é capaz de que o que é servido a bordo não seja satisfatório. No seu hotel em Cusco, geralmente é possível conseguir um sanduíche para comer durante a ida no trem.

Vídeo sobre os antigos povoadores de Machu Picchu

O que fazer primeiro?

Desculpe sermos tão prosaicos diante de tamanha maravilha, mas, quando seu ônibus chegar a Machu Picchu, antes de entrar no sítio arqueológico, as coisas mais importantes a fazer são: 1) ir ao toalete; 2) comer na lanchonete que há na entrada, se estiver com fome; 3) comprar água mineral, caso não tenha pelo menos uma garrafinha por pessoa.

Recomendamos que, logo após ingressar no sítio, você suba até o mirante, tomando a trilha à sua esquerda. A subida, que leva uns dez minutos, é extremamente compensadora para ter a vista panorâmica clássica do conjunto: aquela dos cartões postais, que não dão noção do gigantesco tamanho da cidadela e de sua beleza: só podem ser constatadas ao vivo!

Depois, caso tenha disposição física, suba até a Porta do Sol – Inti Punku. É o ponto mais alto de Machu Picchu e o local onde termina a famosa Trilha Inca.  Sente-se, descanse, maravilhe-se, medite ou apenas olhe a paisagem, relaxe e deixe seu sentimento correr solto.

A partir dali, aproveite a visita livremente: você pode descer até a área sagrada, onde ficam os principais templos: o do Sol, o das Três Janelas e o chamado “Principal”, até chegar a Inti Watana, o observatório solar utilizado para medir os solstícios e equinócios. Abaixo, à direita, está um imenso gramado: essa era a praça da cidade, que dividia, no Setor Urbano, a área sagrada da residencial, do outro lado, que também pode ser visitada.

Como dizem em inglês: Take your time! Aproveite cada minuto para conhecer ao máximo cada pedacinho desse lugar cuja concepção e construção enobrecem a humanidade.

Como evitar o excesso de gente?

O horário em que há mais turistas e durante o qual o sol e o calor podem incomodar mais é das 11h às 13h. Para escapar disso, o ideal é chegar na véspera e visitar Machu Picchu bem cedo pela manhã ou chegar, almoçar em Aguas Calientes, visitar o sítio arqueológico à tarde, dormir em Aguas Calientes e tomar o trem de volta para Cusco no dia seguinte. Isso implica mais gastar tempo e mais dinheiro, mas compensa.

A infraestrutura

Só existem sanitários e lanchonete (lotada de turistas e com serviço vagaroso) na entrada da área arqueológica. Lá dentro, não há nada isso. Depois que você entrou, já era. É proibido fazer refeições ou “piqueniques” no interior do sítio, mas você pode – e deve – levar água mineral e umas barrinhas de cereais não irão levar você a uma penitenciária peruana, tá?

Não se acanhe em pedir informações aos guardinhas que estão por toda parte. Eles estão lá para isso, são solícitos e bem treinados e você, com seu espanhol ou portunhol, será muitíssimo bem-vindo. (Os caras têm que lidar com turistas coreanos, indonésios, australianos… Nós, brasileiros, somos “irmãos”!)

Onde comer?

A qualidade dos restaurantes em Aguas Calientes melhorou muito nos últimos anos, para a alegria dos que querem visitar Machu Picchu. Mas os preços também subiram.

Nosso favorito continua sendo o Índio Feliz que, apesar do nome inusitado, é um restaurante muito bom, com ambiente e decoração encantadores, que mantém preços condizentes com a qualidade oferecida.

O único restaurante que existe no sítio arqueológico em si – aliás, não exatamente dentro dele, mas na entrada – é o do hotel Sanctuary Lodge, um lugar caríssimo para turistas dos EUA e da Europa. Não caia nessa.

Quando for almoçar em Aguas Calientes, não se esqueça do horário de volta do trem para Cusco! Não exagere nos pisco sours!

Huayna Picchu

Para visitar Huayna Picchu, a montanha que fica em frente a Machu Picchu, é preciso um ingresso à parte, que deve ser comprado antecipadamente. Trata-se de um pico acessível por um caminho um tanto difícil. Se você for subir até lá, faça-o com muita atenção e use sapatos adequados. A subida exige esforço físico e toma uma hora. Não é indicada para quem tem medo de altura ou dificuldade de locomoção e muito menos para crianças. Dali, você terá uma vista privilegiada de Machu Picchu. No caminho, fica o Templo da Lua.