Che Guevara

Chê Guevara, - Foto DubRoss CCBY

 

Che Guevara: o revolucionário e sua lenda

Desde a década de 1970 (embora isso seja menos comum hoje em dia), pôsteres com a figura romântica de um rosarino lendário decoraram paredes e quartos de estudantes (aquellos menos conformistas, por supuesto) no Brasil e no resto do planeta. Se você ainda não descobriu de quem estamos falando, saiba que o rosarino em questão é o Che e seu poster mais famoso é aquele no qual o revolucionário aparece cabeludo e de boina, tendo logo abaixo a frase: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”. (Alguns veteranos dos chamados “anos de chumbo” comentam que naquela época sem um pôster desse na parede do quarto nem namorada conseguiam encontrar!)

A experiência de “Diários de Motocicleta”

Ernesto Guevara de la Serna nasceu em Rosário, em 14 de junho de 1928, no seio de uma família de classe média de idéias progressistas. Para tentar uma solução para a asma crônica do garoto, sua família mudou-se para Alta Gracia, nas serras da Província de Córdoba, onde viveu de 1932 a 1943. Em 1947 Guevara ingressou na Faculdade de Medicina de Buenos Aires, curso que interrompeu em 1952, quando partiu com seu amigo Alberto Granado para uma viagem de moto pela América do Sul: Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Venezuela. A moto, apelidada de “La Poderosa”, pifou no Chile e Che e Alberto tiveram que prosseguir sua aventura como puderam. Essa experiência, contada no (excelente, não perca!) longa metragem Diários de Motocicleta, de Walter Salles (2004) o fez despertar para a triste situação dos mineiros e camponeses no continente e na situação de dependência das nações sul-americanas frente aos Estados Unidos e aos capitais internacionais.

A viagem do jovem médico, Guevara, pela América do Sul

Após essa viagem, Che voltou a Buenos Aires, onde se formou em julho de 1953. No mesmo ano, o jovem médico realizou nova viagem pela América Latina, que consolidou suas idéias. Na Guatemala conheceu Hilda Gadea, com quem se casou e teve um filha. (Mais tarde casou-se em segundas núpcias com Aleida March de la Torre, companheira de guerrilhas, com quem teve outros quatro filhos.)

1954: Guevara se une a Fidel e seu grupo

Em 1954 Guevara uniu-se ao grupo de Fidel Castro, exilado no México, que organizava a resistência armada contra o regime do ditador Batista, um aliado dos americanos. Apelidado de “Che” em razão de seu sotaque argentííííno, ele participou da luta, inicialmente como médico, mas rapidamente se tornou o braço direito de Fidel.

Guevara se torna ministro da economia em Cuba

Após a queda do regime de Batista em 31 de dezembro de 1959, fez parte do primeiro governo revolucionário, acabando por tornar-se Presidente do Banco de Cuba, um cargo que aparentemente nada tinha a ver com seu perfil. Uma anedota conta que Fidel procurando alguém para o cargo, perguntou ao seus companheiros: “Alguém aqui é economista? Che levantou a mão e Fidel o nomeou. No final da reunião Fidel disse a Che: “Sempre pensei que você era médico, não sabia que era economista.” Che franziu a testa: “Economista? Não… Eu entendi você perguntar quem era comunista e eu levantei a mão…“
Che, cujo corpo hoje descansa na cidade de Santa Clara, em Cuba, morreu em 1967 sem ser ter assistido o regime castrista se transformar (apesar dos avanços sociais nas áreas de medicina e educação) em regime tirânico. O estúpido bloqueio americano, além de penalizar o povo cubano, tem sido usado por Fidel para justificar a situação de penúria da ilha. O bloqueio, porém, não explica tudo e não justifica a violação dos direitos humanos. Seria diferente se Che estivesse vivo?

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