Castro Alves

Castro Alves

Castro Alves, o poeta antiescravagista

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,

Estandarte que a luz do sol encerra|
E as promessas divinas da esperança…

Tu que, da liberdade após a guerra,|
Foste hasteado dos heróis na lança

Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!

(Trecho de Navio Negreiro, escrito pelo poeta aos 22 anos de idade)

Carreira precoce

Antonio de Castro Alves nasceu em Muritiba, no Recôncavo Baiano, em 14 de março de 1847 e começou a escrever aos 13 anos. Com apoio de seu pai, frequentava saraus e eventos literários em Salvador. Naquela época, sem rádio ou televisão, a maneira mais comum de os poetas divulgarem suas criações era declamá-las em lugares públicos, ou publicá-las em revistas literárias. Castro Alves recitou seus poemas pela primeira vez no colégio em que estudava. Em 1862, deixou a Bahia e foi morar no Recife, onde tentou, inicialmente sem sucesso, ingressar na Faculdade de Direito. Muito bem aceito nos meios literários da cidade, era chamado para os palanques, onde declamava seus poemas. Seu estilo impressionava o público. Tinha voz possante e era muito bem apessoado, charmoso e gentil, causando frisson entre as mulheres.

Sua grande paixão amorosa

Sua grande paixão foi a atriz portuguesa Eugênia Câmara, que conheceu em 1863 durante uma apresentação dela no Teatro Santa Izabel, no Recife. Nesse mesmo ano, o poeta publicou sua primeira obra abolicionista, A Canção do Africano. Em 1865, juntamente com Fagundes Varela, outro poeta romântico, matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife onde, em agosto do mesmo ano, recitou seu poema O Século.

Castro Alves na Guerra do Paraguai

Logo em seguida, alistou-se como voluntário para lutar na Guerra do Paraguai (Perdeu o juízo, meu bom?). Retornou a Recife no ano seguinte para cursar o 2º ano da faculdade e tornou-se amante de Eugênia Câmara. Em 1867, voltou a Salvador com a concubina e ganhou notoriedade com a encenação de sua peça Gonzaga ou a Revolução de Minas. Em 1868, foi recebido no Rio de Janeiro por José de Alencar e Machado de Assis. Dali, deslocou-se para São Paulo, matriculou-se no 3º ano da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e fundou, com Ruy Barbosa e outros colegas, uma sociedade abolicionista. Teve também participação ativa nos movimentos republicanos.

As desventuras do poeta

Castro Alves não chegou a concluir a Faculdade de Direito. Abandonado por Eugênia Câmara, acometido por tuberculose e em precárias condições físicas depois de um acidente que lhe custou a amputação do pé, voltou para Salvador, onde lançou em 1870 Espumas Flutuantes. Faleceu em 6 de julho de 1871, no Solar do Sodré, de propriedade de sua família, sem ver, portanto, a Abolição.
A Cachoeira de Paulo Afonso, Vozes d’África e Os Escravos, obras inéditas de Castro Alves, foram publicadas postumamente por Ruy Barbosa que, como fundador da Academia Brasileira de Letras, lhe dedicou a cadeira de nº 7.

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