Buenos Aires, centro

Fachada no Centro Histórico de Estocolmo

O Centro de Buenos Aires

Reunimos sob essa denominação a Av. 9 de Julio e suas vizinhanças, em um quadrilátero que vai da Av. Córdoba, ao norte, até San Telmo, ao sul; e de Puerto Madero, a oeste, até a altura do Congreso Nacional, a leste (Av. Callao). É nessa região, composta por diversos pequenos bairros (Microcentro, Tribunales, Montserrat e San Nicolás) que se concentra a maior parte dos edifícios e monumentos históricos da cidade, bem como da atividade comercial portenha.

Mapa de Buenos Aires

Av. 9 de Julio

Ao construir essa avenida, os portenhos quiseram criar um eixo monumental que cortasse a área central de Buenos Aires, do Retiro a San Telmo. Para isso, resolveram exagerar: com 125m de um lado ao outro, a 9 de Julio é tida como a mais larga avenida do mundo. Sua parte central começou a ser construída em 1937, mas as obras só foram concluídas quarenta anos depois.

Obelisco

O obelisco no cruzamento da Av. 9 de Julio com a Av. Corrientes (local que a bandeira argentina foi hasteada pela primeira vez) está para Buenos Aires como a Torre Eiffel está para Paris. Com 67m de altura, o principal monumento portenho foi inaugurado em maio de 1936 para comemorar o quarto centenário da cidade. Em seu topo (acessível mediante a subida de mais de 200 degraus…), janelas proporcionam vista panorâmica.

Vídeo sobre Buenos Aires

Av. Corrientes

Rua famosa. Seus arredores são uma região cheia de cafés, lojas, livrarias, casas de espetáculos e teatros de revista que ainda hoje fazem sucesso. O comércio fecha tarde e a boemia avança madrugada adentro. É o espírito Corrientes, que pode ser apreciado a pé em uma curta caminhada. O passeio começa na esquina com a Bouchard, onde fica o Estadio Luna Park. Bem no começo da Corrientes, na esquina com a Leandro Alem, fica o prédio dos Correios, inaugurado em 1928. Ao lado fica a Plazoleta del Tango, onde há uma feirinha de livros usados. O n° 348 da Corrientes ficou famoso por causa do tango A media luz: “Corrientes, tres cuatro ochoSegundo piso, ascensor… No hay porteros, ni vecinos, adentro cóctel de amor…”. A parte interessante da avenida termina no centro cultural e comercial Paseo la Plaza.

Av. de Mayo

A Avenida de Mayo é um dos principais eixos viários de Buenos Aires, foi construída sobre o traçado de uma importante via do período colonial e inaugurada em 1894. A Av. de Mayo começa na Plaza de Mayo e vai até a Plaza del Congreso, onde fica o Congresso Nacional, cruzando a Av. 9 de Julio. Caminhando-se por ela em um agradável trajeto de aproximadamente 1,5 km veem-se diversos edifícios antigos, a maioria deles do final do século XIX e do começo do XX, herança arquitetônica de uma era de esplendor da economia e da sociedade portenhas. No n° 829 fica o famoso Café Tortoni. Ao passear pela Av. de Mayo é difícil deixar de lembrar da Gran Via de Madri; é ali que se sente que, apesar de toda Buenos Aires ser um pouco europeia, ela lembra mais a capital espanhola do que qualquer outra cidade da Europa.

Palacio Municipal

(Prefeitura) End. Pl. de Mayo esq. c/ Av. de Mayo. Esse belo edifício de jeitão francês foi concluído em 1902 para sediar o governo da cidade.

Casa de la Cultura

End. Av. de Mayo, 575. Inagurada em 1896, tem um Salón Dorado que é imitação da Galeria dos Espelhos de Versailles. No edifício que foi sede do jornal La Prensa funciona hoje a Secretaria Municipal de Cultura, onde são há atividades culturais com entrada franca.

Café Tortoni

O mais famoso café de Buenos Aires – O tradicionalíssimo Café Tortoni (Av. de Mayo, 829) foi fundado em 1858 por um francês que se inspirou num café do Boulevard des Italiens, em Paris, frequentado por intelectuais e artistas, para dar nome ao estabelecimento. No final do século XX, o café passou para as mãos de seu compatriota, Celestino Curutchet, um personagem peculiar, que deu nova vida ao lugar. Em 1926 instalou-se no subsolo do café uma peña animada por um grupo de músicos, escritores e outros artistas.

Frequentadores famosos – O café, que conserva sua decoração de época, foi frequentado por Jorge Luis Borges e Carlos Gardel, além de ilustres visitantes estrangeiros como o dramaturgo Luigi Pirandello e Garcia Llorca, que passou uma temporada na Argentina (onde devia ter ficado, pois, ao retornar para a Espanha foi assassinado pelos fascistas…). Por ser um ícone de Buenos Aires e, claro, pelo prazer de saborear um delicioso chá da tarde ou petiscos com chopp em meio à linda decoração Art Decô, o Tortoni é uma visita obrigatória. Café Tortoni

Plaza de Mayo

Essa praça é para os portenhos o que foi a Ágora para os atenienses na Antiguidade. O lugar, onde foi formado o primeiro governo nacional, é ainda uma espécie de centro nervoso político do país. É lá que estão o Cabildo, a Casa Rosada, a catedral. É também onde ocorrem grandes manifestações populares, o lugar onde se reúnem as Madres de la Plaza de Mayo, mães e avós dos que desapareceram durante o regime militar (elas continuam a se encontrar ali todas as quintas-feiras à partir das 15h30), a praça onde o povo se dirigia para escutar os discursos de Perón e Evita, onde também milhares de argentinos se reuniram para apoiar a desastrosa aventura das Malvinas. A pirâmide que você vê foi construída sobre terra trazida de quatro extremos do país e simboliza a união dos argentinos. É na Plaza de Mayo que ocorrem as comemorações das grandes partidas de futebol.

Estação Perú

Essa estação de metrô (subte) conserva-se igual a como era quando foi construída em 1913. Tornando-se uma curiosidade turística, recebeu uma decoração condizente: cartazes publicitários e objetos da época.

Catedral

End.Plaza de Mayo (Av. Rivadavia esq. c/ Av. San Martin). A catedral portenha começou a ser construída no final do século XVII, mas só foi concluída em 1751. Todavia, sua imponente fachada, de construção posterior, é neoclássica, com doze colunas que representam os apóstolos e um frontispício triangular. No interior da catedral está o túmulo de San Martín, herói da independência.

Cabildo

End. Plaza de Mayo (esq. c/ Bolívar). O Cabildo foi uma instituição da era colonial que representava os interesses locais em contraposição aos do império e tinha sede em um edifício erguido no mesmo local do atual, em 1609. A construção sofreu reformas em diferentes épocas e foi restaurada na década de 1940 para recuperar seu aspecto original. Por isso, é um dos raros exemplares de arquitetura colonial espanhola em Buenos Aires. Repare no pátio interno. No Cabildo existe um pequeno museu. Ao lado, às quintas e sextas-feiras funciona uma pequena feira de artesanato e há apresentações de músicos de rua e dançarinos de tango.

Pasaje Roverano

Av. de Mayo, 506. Esta curiosa pasaje com vitrais e detalhes em bronze atravessa o andar térreo de um edifício construído em 1878, reformado depois, quando foi aberta a Av. de Mayo. É a única construção da avenida com entrada independente para a linha A do subte.

Palácio Barolo

End. Av. de Mayo, 1370. Erguido em 1923, foi o prédio mais alto de Buenos Aires até ser suplantado pelo Kavanagh em 1934. O arquiteto Mário Palanti, construtor do palácio, um fanático pela obra de Dante Alighieri, inspirou-se na Divina Comédia para dividir o edifício em três seções: Inferno, Purgatório e Paraíso. Haja criatividade!

Casa Rosada

Sobre a sede do governo argentino – End. Plaza de Mayo. O famoso edifício, que sofreu muitas reformas e modificações ao longo da História, é sede do governo argentino desde 1810, quando a Primeira Junta tomou o poder. Foi sob o presidente Sarmiento (1868-1874) que ganhou a cor rosada, que simboliza a fusão do branco (cor do partido unitarista) com o vermelho (cor do partido federalista). O fato de o Executivo estar sediado na praça em que tradicionalmente ocorrem acaloradas manifestações populares – tanto de festejo e apreço quanto de reivindicação e repúdio – é uma faca de dois gumes. Para Perón e Evita, que usavam o balcão para discursar diante de uma multidão embevecida, foi ótimo, mas a situação é potencialmente incômoda para os governantes… Que o diga o presidente Fernando de La Rúa, que precisou fugir da Casa Rosada de helicóptero em 20 de dezembro de 2001, no auge da crise econômica que levara boa parte da população à miséria. A Casa Rosada não pode ser visitada por dentro, mas de hora em hora você pode assistir à troca da guarda, que usa uniformes iguais aos das tropas do libertador San Martín.

Teatro Colón

Um teatro igual aos europeus na época – End. Entre Av. 9 de Julio e Pl. Lavalle. O edificio possui diversas entradas. Na segunda metade do século XIX, com a maciça chegada de imigrantes italianos, a crescente prosperidade da Argentina e a moda da ópera correndo solta, era inevitável que se pensasse em construir em Buenos Aires um requintado teatro, nos moldes da parisiense Ópera Garnier e do milanês La Scala. O Teatro Colón, na realidade, já existia, em um edifício bem mais modesto, em local diverso de sua situação atual mas, para atender aos anseios dos amantes de música e dança e igualar-se às grandes cidades europeias, Buenos Aires não deixou por menos: fez construir um rebuscado prédio de quase 40.000m2 que veio a ser o mais importante teatro da América Latina.

A programação – A programação atual do Teatro Colón continua fiel aos clássicos e compreende espetáculos de ópera, balé e música erudita. Quem aprecia esses gêneros artísticos não deve deixar de consultar a programação antes de viajar para lá (no site Teatro Colon) e providenciar seus ingressos com a maior antecedência possível (bem como lembrar de colocar na mala roupas adequadas a esse tipo de evento). Porém mesmo aqueles que não prendem assistir a espetáculos devem conhecer o Colón. Com elementos neorenascentistas e neoclássicos, mas de estilo indeterminado, é um teatro típico da época de sua construção.

Visita guiada – A visita guiada permite conhecê-lo por dentro. A obra, rica em detalhes em estuque e com belos vitrais franceses, utilizou os melhores mármores europeus, como se pode ver no grande hall de entrada, decorado com mármore de Verona, e na escadaria, em mármore branco de Carrara. A elegância do Salón de los Bustos (assim chamado por expor bustos de compositores como Mozart, Rossini, Verdi e Wagner) e do Salón Dorado é sublime. A enorme sala de espetáculos em forma de ferradura, também ricamente decorada e capaz de abrigar quase 2.500 espectadores, é famosa por sua excelente acústica. Para ter uma ideia de suas dimensões, basta lembrar que a cúpula é adornada com pinturas que cobrem mais de 300m2 e o lustre de bronze, construído na França, tem 7m de diâmetro – e 700 lâmpadas! Nas visitas guiadas, você verá roupas usadas pelos artistas e tudo quanto é calçado que pode imaginar.

Manzana de las Luces

O Quarteirão das luzes – End. Entre Perú, Bolívar, Moreno e Alsina. Os jesuítas se instalaram nesse local em 1661. Ali passou a funcionar o Colegio San Ignacio e logo começou a construção da igreja do mesmo nome, a mais antiga da cidade, consagrada em 1734. Em 1767, com a expulsão dos jesuítas, instalaram-se no local instituições ligadas ao saber e ao conhecimento, o que fez o jornal El Argos denominar o local de “Quarteirão das Luzes”, numa alusão ao Iluminismo francês. De fato, o quadrilátero abriga a antiga sede da Universidade de Buenos Aires e o Colegio Nacional.

Interesse histórico – Porém seu interesse hoje é histórico – e turístico – em razão da existência não apenas da antiga igreja mas também de vestígios da Procuradoria de las Misiones (sede da autoridade máxima dos jesuítas na Argentina antes da expulsão); das Casas Virreinales (da época do vice-reinado); da Sala de Representantes (sede do Legislativo a partir de 1821, onde também era empossado o chefe do Executivo); e das curiosas galerias subterrâneas que ligavam o Cabildo e a Catedral com igrejas e conventos. Supõe-se que serviam para a defesa da cidade, mas não se tem certeza de nada, nem sobre quem os fez construir. No local, hoje um centro cultural, funciona um mercado de artesanato e antiguidades.

Museo de la Ciudad e Farmacia La Estrella

Alsina, 412. Abre de segunda a sexta-feira das 11h às 19h e aos domingos das 15h às 19h. O museu, instalado num casarão do começo do século XIX, expõe fotos e objetos relativos à história de Buenos Aires e à vida cotidiana dos antigos porteños. No térreo fica a Farmacia La Estrella, fundada em 1834, que conserva a decoração e instrumentos da década de 1900, com pisos de mosaico italiano e mobiliário de madeira trabalhada.

Igreja de San Francisco

End. Alsina esq. c/ Defensa. Construída em 1730 juntamente com um convento jesuíta. Sua fachada, porém, é do começo do século XX. Enquanto na frente da igreja há estátuas de Dante, Colombo e São Francisco, na pracinha ao lado esculturas simbolizam a astronomia, a geografia, a indústria e a navegação.

Congreso

Av. Entre Rios. O monumental edifício do Congresso Nacional, inaugurado em 1906, tem elementos clássicos e a maior cúpula da cidade. Nele funcionam o Senado e a Câmara de Deputados. Há visitas guiadas.

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