Atrações em La Paz
Calle Jaén, a rua dos museus, La Paz, Bolívia
Calle Jaén, a rua dos museus, La Paz, Bolívia

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Atrações em La Paz

Calle Jaén, a mais bem conservada das ruas coloniais de La Paz, é conhecida como a “rua dos museus”: você compra um ingresso só, que vale para visitar todos eles.

Casa de Murillo

Foi a casa de Pedro Domingo Murillo, líder da revolução de 16 de julho de 1809 contra os espanhóis. O imóvel histórico, construído no começo do século XIX, tem móveis, objetos e decoração da época. O destaque fica por conta de uma impressionante coleção de cusqueños.

Museo de los Metales Preciosos 

A bela construção com pátios data do século XVI. O acervo compreende não apenas uma variada coleção de artefatos pré-hispânicos em ouro e prata, mas também cerâmicas, objetos pertencentes à cultura Tiwanaku, máscaras funerárias, tecidos encontrados em urnas funerárias e até mesmo uma múmia.

Museo Costumbrista “Juan de Vargas

Instalado num casarão colonial todo restaurado, o pequeno museu compreende uma exposição temática sobre La Paz desde sua fundação. São miniaturas, esculturas em cerâmica, fotos, maquetes, roupas, objetos e móveis de época.

Museo del Litoral Boliviano

O museu expõe bandeiras, armas, mapas e outros objetos relacionados com a Guerra do Pacífico, travada contra o Chile em 1879. Nesse conflito, insuflado pelos interesses ingleses nos minerais existentes nessa região, a Bolívia, aliada ao Peru, perdeu seu litoral para os chilenos. Portanto, curiosamente, esse é um museu sobre uma guerra perdida, que homenageia um herói derrotado: Eduardo Avaroa. Na defesa intransigente de uma ponte em território boliviano, Avaroa, intimado pelos chilenos a se render, teria proferido uma frase histórica, imortalizada em uma placa de bronze existente no pátio do museu: “Renderme yo? Que si rinda tu abuela, carajo!”. (Imagine o rubor das margens plácidas do Ipiranga se ouvissem um brado retumbante como esse da boca de D. Pedro…).

Museo Tiwanaku (Museu Nacional de Arqueologia)

Mostra aspectos de antigas culturas bolivianas, sobretudo, é claro, a Tiwanaku, com artefatos, tecidos, tapeçarias, armas e cerâmicas.

Museo de la Coca

Imagens e textos sobre as pouco divulgadas propriedades terapêuticas e nutricionais da folha de coca, consumida em larga escala pelos povos do Altiplano, bem como sobre sua história e seu plantio, com fortes críticas ao desvirtuamento de seu uso como entorpecente.

Museo Nacional de Arte

Funciona no edifício do Palacio de los Condes de Arana, construído em 1775, cujo pátio é um primor da arquitetura barroca colonial. Possui um acervo de pinturas de artistas bolivianos de renome, como Melchor Pérez de Holguín, que abrange desde o período colonial até a arte contemporânea.

Museo de Instrumentos Musicales

Mostra de variados instrumentos de corda, de percussão e de sopro utilizados nas diferentes regiões da Bolívia. Tem até flautas adornadas com motivos eróticos.

Casa del Marqués de Villa Verde (Museo de Etnografia y Folclore)

Funciona na casa do século XVIII onde morou o marquês e expõe artesanatos índios, trajes típicos e instrumentos musicais.

Mercados

Os mercados são uma das atrações de La Paz: coloridos, movimentados, barulhentos, cheio de aromas e de vida. Nada mais “típico”.

Mercado Negro

Enorme variedade de tudo quanto se possa imaginar, de roupas a aparelhos eletrônicos de origem duvidosa. Confunde-se com o Mercado Buenos Aires, onde também se encontra de tudo. O lugar é interessante e tem quiosques onde se pode almoçar. Tenha cuidado com sua carteira.

Mercado de las Brujas

Você não acredita que possa existir um mercado de bruxas? Nosotros tampoco, pero que lo hay, lo hay! Lá você encontra tudo o que precisa para um ritual da feitiçaria índia<comp./> de amuletos a “kits” completos para oferendas a Pachamama <tel/> Compre um, nunca se sabe…). Uma curiosidade são os fetos de lhama, destinados a serem colocados nos alicerces das casas para evitar que desabem durante eventuais terremotos.

As “bruxas” vendem seus produtos em banquinhas na rua que, em razão da maciça presença de turistas, é abarrotada de lojas de roupas de lã, tapetes, cerâmicas, joias de prata e tudo quanto é tipo de suvenir. É praticamente impossível resistir às compras, mas não se esqueça de regatear.

Calle Sagárnaga

Nessa movimentada rua e em suas vizinhanças são encontrados artesanatos variados, roupas de lã e prataria, bem como hotéis, agências de viagens, cybercafés, lanchonetes etc. Apesar de feiosa, a Sagárnaga é o paraíso dos turistas.

Igrejas

Catedral Nuestra Señora de La Paz 

Construída em 1831, em estilo neoclássico, a catedral paceña é suntuosa e envolta num clima de espiritualidade e paz. No Museu de Arte Sacra, ao lado, há pinturas antigas semelhantes a cusqueños. Em frente à catedral fica o lampadário onde foi enforcado em 1946 o presidente Villaroel que, ao assumir posição nacionalista demais para a época, atraiu a ira tanto da oligarquia conservadora quanto da esquerda radical.

Santo Domingo

Calle Ingavi esq. c/ Calle Yanacocha. A construção original é do século XVII, mas o interior foi reformado em estilo neoclássico e a fachada esculpida em pedra é datada da segunda metade do século seguinte. Repare nas curiosas janelas em estilo barroco mestiço, decoradas com imagens de papagaios e papaias.

San Francisco

 Plaza San Francisco. Em estilo barroco, erguida em meados do século XVIII, possui uma fachada deslumbrante. Nela funciona uma pinacoteca com obras renascentistas, barrocas, maneiristas e neoclássicas.

San Pedro

Plaza San Pedro. Erguida em 1790, tem um bonito portal com detalhes barrocos e neoclássicos.

 Peñas

Antigamente, essa espécie de “karaokê boliviano” era frequentada por estudantes e intelectuais. Hoje, as peñas são locais de apresentação de músicas e danças folclóricas andinas para turistas. Você não escapa de ouvir clássicos como El condor pasa. Provavelmente também tocarão Guantanamera (que muitos gringos nem sabem que é cubana) e Tico-tico no fubá (que, como se sabe, representa a mais pura expressão da cultura andina!). O clima é turístico, mas divertido. Certos grupos musicais que se apresentam são bons de verdade. Os shows incluem, com jantar e couvert artístico. Convém reservar mesa; há noites em que as peñas estão quase desertas, mas podem lotar se houver grupos de turistas em excursões.

A vida noturna de La Paz já não é grande coisa e muitas peñas folclóricas fecharam com a instabilidade política do país, que afetou o turismo. Esperemos que estas não fechem…

Restaurante Peña Huari –  Calle Sagárnaga, 339

Peña El Parnaso –  Calle Sagárnaga, 189, próximo à Murillo

Casa del Corregidor – Funciona na casa onde morou o corregedor que governou La Paz no século XVIII.  Calle Murillo, 1040

Restaurante Peña Marka Tambo Culinária típica boliviana. Apresenta shows de música folclórica a partir das 21h30. –  Calle Jaén, 710

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