A arquitetura em New York
Arquitetura em New York
Arquitetura em New York

 

A arquitetura nova-iorquina: do colonial ao pós-moderno

Por Rodrigo Davidoff Enge

A prosperidade de Nova York e seu inegável caráter cosmopolita se refletem em inúmeros aspectos, entre eles a variedade de estilos arquitetônicos. A cidade, que tem novidade até no nome, recebe desde sua fundação a saudável influência das mais diversas correntes da arquitetura clássica e moderna. É claro que ninguém precisa ser expert em arquitetura para gostar de Nova York, mas um conhecimento básico sobre os estilos que inspiraram os projetos de seus principais edifícios pode tornar mais rica a viagem.

Mapa de Manhattan

Dutch Colonial

Os holandeses construíram diversas casas em estilo colonial para moradia na New Amsterdam ao longo do século XVII: as chamadas farmhouses. Desse período, a única remanescente é a Wyckoff House, no Brooklyn, projetada por Pieter Claesen. É a casa mais antiga da cidade, construída em 1652 e caracterizada, principalmente, pelo seu grande telhado inclinado.

Georgian

(Georgiano) Com forte influência do estilo colonial, mas inspirado em projetos britânicos do período compreendido entre 1714 e 1830, quando quatro reis de nome George ocuparam o trono inglês. Mansões absolutamente simétricas, decoradas com colunas na fachada e chaminés tornaram-se relativamente comuns durante o século XVIII. Um fiel exemplo dessa fase é a Morris-Jumel Mansion, construída em 1765, o que lhe rende o título de casa mais antiga de Manhattan. O estilo georgiano também é facilmente identificado na St. Paul’s Chapel, inspirada na igreja londrina de St. Martin-in-the-Fields.

Federal

A independência dos Estados Unidos da América, reconhecidos como nação soberana pelos ingleses no final do século XVIII, repercutiu fortemente na arquitetura da república recém-proclamada. Sinalizando a quebra dos laços com o colonialismo britânico, o estilo georgiano evoluiu com a incorporação de conceitos da arquitetura da Grécia e de Roma antigas e dos trabalhos do arquiteto escocês Robert Adam, inaugurando uma fase neoclássica que se estendeu entre 1780 e 1820. A esse estilo deu-se o nome de Federal, em alusão à federação de estados que compunham a nova república norte-americana. Um dos principais ícones do estilo Federal é o City Hall, sede da prefeitura nova-iorquina.

Greek Revival  -(Neoclássico)

Na esteira da ode à democracia, a arquitetura grega seguiu servindo de inspiração para boa parte dos projetos realizados entre 1820 e 1860. O Greek Revival chegou a ser considerado informalmente o estilo arquitetônico oficial da nação, que se autoproclamava legítima herdeira da antiga democracia grega. Muitos edifícios foram erguidos à semelhança de templos gregos pelo país afora, e em Nova York não foi diferente. Quem passa em frente ao Federal Hall National Memorial, na Wall Street, por exemplo, tem a nítida impressão de que a qualquer momento vai ver Sócrates e Platão papeando entre as colunas dóricas do imponente edifício.

Italianate ou Renaissance Revival

(Italiano ou Neo-renascentista) Quase simultaneamente à adoção do Gothic Revival, entre 1830 e 1840, um estilo baseado na arquitetura renascentista italiana, em especial a de Veneza, também ganhou corpo em Nova York. Utilizado nos mais diversos tipos de edifícios, o estilo batizado de Italianate caracterizou-se principalmente por formas retangulares e simétricas, telhados horizontais, amplas janelas com a parte superior arredondada e fachadas trabalhadas, ornamentadas por colunas. Os melhores exemplos desse estilo estão no Cast Iron Historic District, no SoHo: o E. V. Haughwout Building e diversos edifícios na Greene Street, incluindo o Gunther Building, na esquina com a Broome Street.

Gothic Revival

(Neogótico) A arquitetura nova-iorquina voltou a se beneficiar de influências britânicas em 1840, quando o movimento neogótico inglês chegou a Manhattan. Com reflexos não apenas na arquitetura, mas também na literatura, que adotou o Romantismo, o Gothic Revival trazia à tona conceitos que haviam sido empregados na Idade Média, mas solenemente desprezados durante o Renascimento. Elementos góticos como a assimetria, as torres, os vitrais coloridos e as portas e janelas em formato de arcos estreitos, podem ser vistos por quem visitar a St. Patrick’s Cathedral, a Trinity Church ou a Jefferson Market Library. O Gothic Revival influenciou arquitetos nova-iorquinos praticamente até o final do século XIX, caindo depois em desuso.

Skycraper

(Arranha-céu) No final do século XIX, uma série de inovações tecnológicas vindas principalmente de Chicago transformou radicalmente o visual das metrópoles norte-americanas. Estruturas de ferro fundido e, posteriormente, de aço, passaram a permitir a construção de prédios com alturas até então inimagináveis: os arranha-céus. A infra-estrutura necessária para a habitação desses prédios, tais como elevadores e sistemas elétricos e hidráulicos apropriados, também foi desenvolvida, encontrando-se uma saída satisfatória para o crônico problema da falta de espaço em Manhattan. O termo skycraper refere-se, portanto, a uma tecnologia de construção e não a um corrente arquitetônica, razão pela qual em Nova York você encontra arranha-céus nos mais diversos estilos. No começo do século XX, Nova York já contava com skycrapers como o Broadway-Chambers Building, no n° 277 da Broadway e o Flatiron Building.

Beaux-Arts

Entre 1890 e 1920, renomados arquitetos norte-americanos puseram em prática o aprendizado obtido na École des Beaux-Arts parisiense. Na verdade, as tendências da escola francesa não traziam grandes inovações além das já manjadas arquiteturas clássicas grega e romana: colunas dóricas e coríntias, simetria, escadarias, tons claros etc. De todo modo, alguns dos mais belos e imponentes edifícios nova-iorquinos, como o Metropolitan Museum of Art, a Grand Central Station e a New York Public Library foram construídos nesse estilo.

Art Deco

O movimento iniciado em Paris no ano de 1925 influenciou não somente o design de uma infinidade de objetos do nosso dia-a-dia, mas também a arquitetura moderna. Nos edifícios de Nova York, essa influência se verifica na escolha de tons escuros e prateados, beirais sucessivamente dispostos em vários andares da construção e a combinação de formas geométricas na decoração das fachadas. Uma lei municipal de 1916 que visava garantir a iluminação natural das vias públicas impondo a obrigatoriedade de cortes laterais para prédios acima de determinadas alturas também influenciou indiretamente os projetos de vários edifícios nova-iorquinos em estilo Art Deco, como o Chrysler Building, o Rockefeller Center e o próprio Empire State Building.

International Style

Entre a Primeira e a Segunda Guerras, floresceu na Alemanha, mais precisamente na escola de design Bauhaus, um estilo arquitetônico moderno, mais preocupado com a funcionalidade e simplicidade dos projetos do que com aspectos decorativos. Nos anos 1930, expoentes da arquitetura européia levaram esses novos conceitos para a América, onde passaram a ser empregados sob designação de International Style, graças a sua absoluta independência em relação aos estilos precedentes. Caracterizado pelo uso abundante de vidros, formas retangulares, equilíbrio sem simetria e ausência de adornos, o International Style pode ser verificado na Lever House e no Seagram Building, ambos na Park Avenue, e na sede das Nações Unidas.

Postmodern

No final da década de 1970, a monotonia e a frieza dos edifícios em forma de caixas de vidro levaram os arquitetos a buscar um diferencial para seus projetos, dando origem a um estilo que se chamou pós-moderno. O vidro foi parcialmente substituído pela pedra, os adornos clássicos voltaram às fachadas dos edifícios e os topos passaram a ser projetados para serem facilmente reconhecidos no mar de arranha-céus em que Nova York se transformou durante o século XX. São bons exemplos do estilo pós-moderno a Worldwide Plaza, na esquina da 8th Ave. com a 49th Street, e o edifício da Sony, no n° 550 da Madison Avenue.

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