10 lugares diferentes para conhecer em Paris

10 lugares diferentes para visitar em Paris

Alguns lugares de Paris que muitos viajantes negligenciam e pouca gente conhece

Por Lúcio Martins Rodrigues

Em primeiro lugar, quero deixar claro que, para quem vai pela primeira vez a Paris Paris ou tem poucos dias na capital francesa, os destinos tradicionais  continuam a ser prioritários: o tradicional passeio de barco pelo Sena, a Tour Eiffel, o Arco do Triunfo, o Musée du Louvre, o Musée d’Orsay, a Conciergerie, Notre-Dame, a Saint-Chapelle, o Centro Georges Pompidou, bairros como Quartier Latin, Marais, Saint-Germain, Montmartre e outros…

Mas Paris tem muito mais. Quem tem tempo suficiente não deve perder a oportunidade de conhecer alguns dos lugares diferentes para visitar em Paris. Embora alguns brasileiros possam eventualmente conhecê-los, certos recantos encantadores, museus menos famosos e atrações insólitas costumam passar despercebidos nos roteiros pela capital francesa. Você ficará agradavelmente surpreso com o que irá descobrir! Vamos lá:

1) Promenade Plantée

(Metrô  Bastille.) Um antigo viaduto ferroviário foi transformado em mais uma área de lazer em Paris: é a Promenade Plantée, ou “passeio arborizado”. Ela começa na avenue Dausmenil e se estende até a Porte St-Mandé. Uma passarela enfeitada por arbustos e canteiros de flores substituiu os trilhos de uma velha estrada de ferro que corria no alto do viaduto. Sob a Promenade Plantée há cafés, bares e lojas. Detalhe: já existia anos antes da inauguração da High Line nova-iorquina!

2) Musée de la vi Romantique

Métro Saint-Georges, Hotel Scheffer-Renan 16, rue Chaptal 75009. O museu, situado no bairro de Nouvelle Athènes, no 9e arrondissement em Paris reúne no andar térreo desenhos, esculturas e pinturas que pertenceram a George Sand. No segundo andar  podemos conhecer escultures, outros quadros e obras de arte da época romântica.  Musée de la Vie Romantique.

3) Musée de la Contrefaçon  (Museu da Falsificação)

Metrô Porte Dauphine – 16, rue de la Faisanderie 75016. O Musée de la Contrefaçon expõe uma enorme variedade de artigos autênticos, tendo ao lado uma réplica falsificada. Uma bolsa Louis Vuitton, ao lado de uma imitação “Luiz Vitão”, por exemplo. Veja se consegue distinguir o verdadeiro do falso… E, ao visitar o museu, não vista sua camisa Lacoste com o jacarezinho no peito com o rabo voltado para baixo… Musée de la Contrafaçon.

4) Musée des Années Trente (Museu dos Anos Trinta)

(Metrô Marcel Sembat – 28, Av. André-Morizet  – Boulogne-Billancourt). Quem é apaixonado pelos anos trinta adora. O museu expõe móveis, máquinas, cerâmicas, curiosos cartazes de propaganda e objetos domésticos comuns nos anos 1930. Musée des Annés Trente.

5) Passagens e galerias

Passages

Na região dos grands boulevards (Metrô Grands Boulevards ou Richelieu-Druot) você poderá conhecer algumas das mais encantadoras passages (galerias cobertas) de Paris, em estilo Belle-Époque, construídas entre o final do século XIX, e começo do século XX. Ao visitá-las você tem a impressão de ter voltado no tempo: quase todas conservam o aspecto original, com lampiões dos tempos da iluminação a gás e decoração Belle-Époque.

Passage Jouffroy
(Começa no no 10 do Bd. de Montmartre e termina na rue de la Grange Batelière.) Construída em 1847, viu seus cafés se tornarem point de moças de programas de luxo nos últimos anos do século XIX. Hoje tem lojas de fotos e gravuras, antiguidades, sebos, lojas de selos raros, pôsteres e cartões postais antigos e brinquedos da época de nossos avós. Na Passage Jouffroy existem casas de chá e até mesmo um hotel, o Chopin, em estilo Art Nouveau.  Nela funciona o Museu de Cera Grévin.

Passage Verdeau
(Do outro lado da rue de la Grange Batelière, no final da rue Jouffroy.) Também em estilo Belle-Époque. Suas lojas de máquinas fotográficas e instrumentos musicais antigos são frequentadas por colecionadores.

Passage des Panoramas
(Em frente à Jouffroy, no Bd. de Montmartre, do outro lado da rua.) Contemporânea à Passage Verdeau, também abriga também restaurantes, cafés e butiques, mas sua especialidade são as lojas de filatelia.

Passage des Princes
(Entre o Bd. des Italiens, na altura do nº 5, e a rue de Richelieu.) Foi construída em 1860, restaurada no começo do século XXI e reconstruída em 1995. Sua restauração soube preservar o espírito de sua época. Toda ladeada de lampadários antigos, possui teto com telhado de vidro e estrutura de ferro fundido.

Galleries

(Metrô Palais Royal-Musée du Louvre – 4, rue des Petits-Champs.)  Duas galleries pertinho do Palais Royal são bem interessantes: as Galeries Vivienne e a Colbert. Inauguradas na década de 1820,  mantiveram o estilo da época de sua inauguração, com esculturas e pinturas.

Gallerie  Vivienne
Conserva suas escadarias de ferro forjado e o piso formando mosaicos. Nos seus tempos de glória era um dos endereços favoritos de parisienses. A cuidadosa restauração de 1980, preservou seu estilo original.

Gallerie Colbert 
Menos famosa do que a Gallerie Vivienne, abriga hoje diversas instituições ligadas ao patrimônio cultural parisiense e à história da arte.

6) Le Grand Rex

(Metrô Bonne Nouvelle – End. 1, Bd. Poissonnière.) O Rex, inaugurado em 1932, é o maior e o mais conhecido dos antigos cinemas europeus. Classificado como monumento histórico parisiense, possui fachada Art Déco e uma cúpula estrelada. É a oportunidade de conhecer truques dos bastidores do cinema e participar de visita interativa com surpreendentes efeitos especiais. Site: Le Grand Rex.

7) Tour Jean Sans-Peur  (Torre João-sem-Medo)

(Metrô Etienne Marcel – 20, rue Étienne-Marcel.) É um bom exemplo da arquitetura medieval francesa.  Serviu de residência a Jean-sans-Peur, Duque de Bourgogne, que ali se abrigou, depois de mandar matar seu rival o Duque de Orléans. Jean, não tão sem medo assim, instalou-se no topo da torre no alto de uma longa escadaria para se sentir mais protegido.

8) Place Dauphine

(Metrô Pont Neuf.) Muita gente já foi algumas vezes a Paris, passou bem do lado da Place Dauphine e não a descobriu. A graciosa Place Dauphine, é um recanto escondido na Île de la Cité, uma ilha de paz no movimentado centro de Paris, bem próxima da Saint-Chapelle, A Place Dauphine, construída em 1607, passou por reformas e modificações, que lhe deram a aparência atual. É um dos melhores lugares de Paris para relaxar ou ler um livro em um de seus bancos.

9) Rue  de Furstenberg

Essa pequena via meio escondida, no bairro de Saint-Germain-des-Prés, com seus velhos lampadários, da década de 1940, chamada frequentemente de “praça”, é na verdade uma rua que se divide ao meio para formar uma espécie de pracinha. A pracinha (ou rua…) Furstenberg é bem charmosa no outono e no inverno, quando neva. Sente-se à mesa do pequeno café da praça e sinta-se envolvido por seu um clima germanoplatine. Na praça fica a casa de Eugène Délacroix, importante pintor francês do Romantismo, hoje transformada em museu.

10) Cour de Rohan

(Metrô Odéon) Na pequenina e charmosa Cour de Rohan,  construída por volta do século XV em St-Germain-des-Prés, ficava a casa de Diana de Poitiers, amante (ou sexual-trainer…) de Henrique II, quando ele tinha apenas 12 anos.  A Cour de Rohan abriga hoje charmosos salões de chá e boutiques.

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